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Quem será o novo Papa? Cardeal italiano lidera interesse de busca

Brasileiros também vão ao Google para saber se o próximo Papa pode ser um homem negro

José Florentino
JOSÉ FLORENTINO

07/05/2025 • 10:27 • Atualizado em 07/05/2025 • 10:27

Cardeal Pietro Parolin, atual secretário de Estado do Vaticano, é um dos favoritos para sucessão do papa

Cardeal Pietro Parolin, atual secretário de Estado do Vaticano, é um dos favoritos para sucessão do papa

Yara Nardi/Reuters

Resumo

O cardeal italiano Pietro Parolin, de 70 anos, desponta como um dos principais favoritos para suceder o Papa Francisco no comando da Igreja Católica. O conclave para eleger o novo pontífice teve início nesta quarta-feira (7), reunindo 133 cardeais eleitores na Capela Sistina, no Vaticano.

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Nos últimos sete dias, Parolin registrou o maior interesse de busca global entre os nomes ventilados na mídia internacional, de acordo com o Google Trends. Na sequência, aparecem o filipino Luis Tagle e o também italiano Pierbattista Pizzaballa.

Parolin é o secretário de Estado do Vaticano desde 2013, quase um segundo em comando na hierarquia da Santa Sé. Reconhecido por sua habilidade diplomática, desempenhou papel-chave no acordo entre o Vaticano e a China em 2018, que buscou regular a nomeação de bispos no país asiático.

Além disso, Parolin é visto como uma figura moderada, capaz de conciliar visões das alas progressista e conservadora da Igreja.

Próximo papa pode ser negro e conservador?

No Brasil, há uma peculiaridade nas buscas relacionadas ao próximo Papa. Dados do Google Trends mostram uma curiosidade significativa por Robert Sarah, cardeal guineense de 79 anos, conhecido por suas posições conservadoras e por ser uma das figuras mais proeminentes da Igreja na África. No país, ele aparece à frente de Tagle e Pizzaballa.

Essa curiosidade pode estar associada ao fato de Sarah ser negro e representar uma possibilidade histórica de a Igreja ter seu primeiro Papa africano. No Brasil, nunca se buscou tanto por papas, cardeais ou candidatos ao papado negros como na última semana.

A presença de outros cardeais africanos entre os principais cotados, como Peter Turkson e Fridolin Besungu, também contribui para esse interesse — e o fato de que o país possui uma população majoritariamente preta ou parda, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também pode ter relação.

Os brasileiros também têm recorrido ao Google para entender se alguns dos cotados a Papa são conservadores ou progressistas. A direção que a Igreja Católica tomará é um dos principais pontos de atenção no mundo, já que Francisco foi considerado flexível em pautas sociais.

Segundo o Google Trends, houve mais que o dobro de buscas do tipo “...é conservador?” ou “próximo papa será conservador?”, por exemplo, do que as mesmas buscas com o termo “progressista”.

Mais do que o próximo Papa, os cardeais devem definir se a Igreja continuará com as reformas iniciadas por Francisco ou se dará uma guinada em direção a posturas mais tradicionais.