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Novo remédio injetável contra HIV chega ao Brasil e pode ser usado na prevenção

Especialista explica como funciona o medicamento, efeitos colaterais e como age no organismo

Por Redação
REDAÇÃO

06/09/2025 • 12:41 • Atualizado em 06/09/2025 • 12:41

O Brasil acaba de receber no mercado privado um novo medicamento injetável de longa duração para o combate ao HIV, anunciou o infectologista Klinger Faíco, pós-doutor em virologia clínica pela Universidade Federal de São Paulo. O especialista destacou que o grande diferencial do tratamento é sua aplicação na profilaxia pré-exposição, ou seja, como método preventivo antes da possível infecção pelo vírus.

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"A grande novidade da medicação é que ela vai ser usada por pessoas na profilaxia, então na prevenção. Essa é a medicação que foi aprovada no tratamento, mas o grande diferencial dela é justamente a aprovação para a prevenção", explicou Falco.

O novo medicamento, chamado Cabotegravir, pode ser administrado a cada dois meses, facilitando a adesão dos pacientes ao tratamento. O médico ressaltou a importância dessa característica, especialmente em comparação com as opções anteriores, que incluíam a administração diária de comprimidos. Ele mencionou que a cidade de São Paulo já observou uma redução nos casos de HIV devido à política pública de profilaxia pré-exposição oral.

Faíco esclareceu que a medicação também pode ser usada como tratamento para quem já possui o vírus, embora seu uso atualmente aprovado seja focado na prevenção. Ele destacou que o Brasil registra cerca de 50.000 novos casos de HIV por ano, mas observou uma tendência de redução desses números.

Além disso, o especialista abordou o tema do acesso ao medicamento. "Atualmente, ela não está disponível no SUS. É uma medicação que ela vai custar cerca de 4000 BRL, então é um tratamento que ainda não está acessível para muitas pessoas", afirmou. Ele também comentou sobre a necessidade de melhorar o acesso à nova medicação para alcançar aqueles que realmente precisam.

Sobre os efeitos colaterais, o médico explicou que, como qualquer medicação, o Cabotegravir não está isento deles, mas enfatizou que são monitorados e reversíveis. Ele reforçou a importância do acompanhamento médico regular para todos que utilizam a profilaxia pré-exposição, seja em sua forma injetável ou oral.O infectologista também abordou o preconceito e o estigma ainda associados ao HIV e às outras infecções sexualmente transmissíveis. Ele defendeu uma abordagem de prevenção combinada, que inclui não apenas medicamentos, mas também educação e conscientização sobre saúde sexual.

Ele reiterou que, apesar dos avanços nos medicamentos disponíveis, a prevenção continua sendo essencial e que os cuidados não devem ser negligenciados apenas por existirem tratamentos eficazes. Ele destacou que não há uma pausa necessária no uso do Cabotegravir, pois o tratamento é adaptado ao estilo de vida e às práticas sexuais do paciente ao longo do tempo.

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