
Vista aérea de como ficou a região de La Guaira após os terremotos
Ricardo Arduengo/Reuters
O governo da Venezuela informou neste domingo (5) que os terremotos registrados em 24 de junho já provocaram a morte de pelo menos 3.535 pessoas e deixaram 16.740 feridos, com a maioria das vítimas concentrada em La Guaira, estado vizinho a Caracas.
O balanço anterior, divulgado no sábado (4), apontava 2.954 mortos e 16.592 feridos. A atualização eleva em quase 400 o número de vítimas fatais em relação ao informe oficial do dia anterior.
O país foi atingido por dois fortes tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, que devastaram especialmente La Guaira. Abalos sísmicos dessa intensidade são considerados grandes terremotos e têm potencial para provocar danos significativos em áreas densamente povoadas.
Mais de 150 corpos sem identificação
De acordo com jornalistas da agência France-Presse (AFP), mais de 150 corpos de vítimas dos terremotos foram enterrados sem identificação em uma área afastada do cemitério La Esperanza, em La Guaira, região próxima à capital venezuelana.
Segundo o morador Eli Zavala, que participa dos trabalhos no local, os coveiros começaram a cavar valas individuais já no dia seguinte aos tremores para dar conta do grande volume de vítimas. "Os coveiros começaram a cavar valas individuais no dia seguinte aos tremores", relatou ele à AFP.
Cada enterro é marcado por um pequeno buquê de flores aos pés de uma cruz branca simples. As cruzes recebem uma placa com a inscrição "Identificação especial" e a data do falecimento, 24 de junho de 2026, referência ao dia em que ocorreram os terremotos.
País em luto e dimensão da tragédia
O duplo terremoto mergulhou o país em luto e devastou áreas de La Guaira, estado vizinho a Caracas, segundo o balanço oficial. A cidade litorânea aparece entre os pontos mais atingidos pelos abalos.
Especialistas em sismologia classificam eventos acima de magnitude 7 como grandes terremotos, capazes de provocar colapso de estruturas e elevado número de vítimas. Essa característica ajuda a dimensionar o impacto da tragédia que atinge a Venezuela.
Enquanto o governo segue atualizando os números oficiais de mortos e feridos, parte das vítimas permanece sem identificação formal, como indicam as placas de "Identificação especial" nas valas do cemitério La Esperanza.
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