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O que é PEC? Entenda como funcionam as mudanças na Constituição brasileira

Veja como funciona, quem pode propor e quais regras não podem ser alteradas por emenda

Nicole Defillo
NICOLE DEFILLO

17/07/2025 • 10:40 • Atualizado em 17/07/2025 • 10:40

O que é a Proposta de Emenda à Constituição?

O que é a Proposta de Emenda à Constituição?

Agência Brasil

Resumo

Aprovação e Processo: A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) precisa de amplo apoio no Congresso e passar por várias etapas, incluindo aprovações em dois turnos tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, para então ser promulgada sem possibilidade de veto presidencial.

Limitações e Cláusulas Pétreas: A Constituição define cláusulas pétreas que não podem ser alteradas por PECs, protegendo aspectos fundamentais como a forma federativa do Estado, o voto direto e a separação dos poderes.

Impactos das PECs: PECs como a das Domésticas, do Teto de Gastos, da Reforma da Previdência e da Transição demonstram o impacto direto dessas emendas na vida dos brasileiros, alterando significativamente leis sobre direitos trabalhistas, gastos públicos e aposentadoria.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é o tipo de proposta que permite mudar o texto da Constituição Federal, que é a lei mais importante do Brasil. Por isso, o processo para aprovar uma PEC é mais longo e exige apoio maior do Congresso.

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É por meio de PECs que o país pode, por exemplo, alterar regras sobre aposentadoria, gastos públicos e direitos trabalhistas. Mas nem tudo pode ser mudado: a Constituição tem partes que não podem ser alteradas, chamadas de cláusulas pétreas.

Quem pode propor uma PEC?

Nem todo mundo pode apresentar uma proposta de emenda. Segundo a Constituição, só podem propor PECs:

  • O presidente da República;
  • Pelo menos um terço dos deputados federais (171) ou dos senadores (27);
  • Mais da metade das Assembleias Legislativas dos estados, com maioria dos seus membros.

Ou seja, cidadãos comuns não podem propor PEC diretamente, mesmo que recolham assinaturas.

Como é o processo de aprovação?

A PEC precisa passar por várias etapas. Primeiro, é analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que verifica se ela está de acordo com a Constituição. Depois, vai para uma comissão especial da Câmara dos Deputados.

Em seguida, o texto precisa ser aprovado duas vezes no plenário da Câmara, com o voto de pelo menos 308 deputados (3/5 do total). Depois disso, a proposta vai para o Senado, onde também precisa ser aprovada em dois turnos, com ao menos 49 votos favoráveis.

Se for aprovada nas duas Casas, a emenda é promulgada. O presidente da República não pode vetar PEC.

O que não pode ser mudado por PEC?

Alguns pontos da Constituição não podem ser alterados nem por emenda. São as chamadas cláusulas pétreas. Estão entre elas:

  • A forma federativa do Estado (União, estados e municípios);
  • O voto direto, secreto, universal e periódico;
  • A separação entre os Poderes;
  • Os direitos e garantias individuais.

Essas regras servem para proteger a base do sistema democrático brasileiro.

PECs que mudaram a vida dos brasileiros

Algumas PECs aprovadas nos últimos anos impactaram diretamente o dia a dia da população. Veja exemplos:

  • PEC das Domésticas (2013): garantiu direitos como FGTS e hora extra a trabalhadores domésticos;
  • PEC do Teto de Gastos (2016): limitou o aumento dos gastos do governo;
  • PEC da Reforma da Previdência (2019): mudou as regras para aposentadoria;
  • PEC da Transição (2022): abriu espaço no orçamento para programas sociais.

Por que a PEC é importante?

A PEC é o único caminho para fazer mudanças na Constituição. É um processo mais difícil e lento, mas necessário para garantir que alterações relevantes sejam bem discutidas e tenham amplo apoio no Congresso. Assim, o país evita mudanças feitas sem debate ou por decisão de um único poder.