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O que é terapia ocupacional e quem precisa dela?

Profissão teve salto nas contratações, virou tema no Congresso e gera dúvidas no Google; veja para que serve e quem pode fazer

Bárbara Fava
BÁRBARA FAVA

13/05/2025 • 13:31 • Atualizado em 13/05/2025 • 13:31

Reprodução/EBC

A profissão de terapeuta ocupacional está em alta no Brasil. Nos últimos dois anos, a contratação formal desses profissionais cresceu mais de 35%, impulsionada por fatores como o envelhecimento da população, o aumento dos diagnósticos de autismo e as sequelas deixadas pela pandemia de Covid-19.

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A demanda está tão alta que os custos médios com atendimentos de terapia ocupacional na saúde suplementar mais que dobraram entre 2019 e 2023. Além disso, o Congresso Nacional também começou a se movimentar: em novembro do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que regulamenta a profissão e define suas atribuições.

Mas afinal, o que é terapia ocupacional? Para que ela serve? Quem pode fazer? A Sala Digital, parceria da Band com o Google, fez um levantamento com as perguntas mais feitas na ferramenta de busca sobre o tema ao longo do último ano e responde, abaixo, as cinco mais relevantes.

O que é terapia ocupacional?

Terapia ocupacional é uma área da saúde voltada para a promoção da autonomia e da qualidade de vida de pessoas com dificuldades físicas, sensoriais, cognitivas, emocionais ou sociais. O foco do terapeuta ocupacional é ajudar o paciente a desenvolver ou recuperar a capacidade de realizar atividades do dia a dia — como se vestir, cozinhar, estudar, trabalhar ou se relacionar.

O profissional atua com pessoas de todas as idades, em hospitais, clínicas, escolas, residências, centros de reabilitação, empresas e instituições públicas. Em muitos casos, ele trabalha em conjunto com outros profissionais da saúde, como psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

Terapia ocupacional serve para quê?

Serve para que a pessoa tenha mais independência, participação social e qualidade de vida. Os atendimentos podem ser indicados para idosos que perderam mobilidade, crianças com atraso no desenvolvimento, adultos que sofreram acidentes ou AVC, pessoas com deficiências físicas ou transtornos mentais, entre outros casos.

Com o crescimento no número de diagnósticos de autismo, a terapia ocupacional também tem sido cada vez mais procurada por famílias em busca de suporte para o desenvolvimento da comunicação, da coordenação motora e da autonomia de crianças no espectro.

O que faz um terapeuta ocupacional?

Ele avalia o paciente, identifica suas dificuldades e propõe atividades terapêuticas personalizadas. Essas atividades podem envolver jogos, tarefas do cotidiano, exercícios motores, estímulos cognitivos, dinâmicas sociais ou adaptações no ambiente.

Por exemplo: uma criança com autismo pode ser estimulada a brincar de forma estruturada para melhorar a interação social. Já um idoso com Parkinson pode treinar ações como abotoar uma camisa ou segurar talheres com mais firmeza.

O objetivo é sempre possibilitar que a pessoa tenha mais funcionalidade e consiga realizar suas atividades com o máximo de independência possível.

Qual a diferença entre fisioterapia e terapia ocupacional?

A fisioterapia tem foco na reabilitação física e motora do paciente. Já a terapia ocupacional trabalha o paciente de forma mais ampla, olhando para sua rotina, habilidades cognitivas, emocionais, sociais e sensoriais — além da parte motora.

Ou seja, o fisioterapeuta trata, por exemplo, uma lesão no joelho. O terapeuta ocupacional ajuda esse mesmo paciente a voltar a subir escadas, tomar banho sozinho ou dirigir, levando em conta todos os aspectos da sua vida.

As duas áreas se complementam e, muitas vezes, atuam em conjunto em planos terapêuticos interdisciplinares.

Quem pode fazer terapia ocupacional?

Qualquer pessoa que esteja enfrentando algum tipo de limitação que impacte sua vida cotidiana pode se beneficiar. A indicação pode vir de um médico, psicólogo, escola ou até por iniciativa da própria pessoa ou da família.

Crianças com dificuldades no aprendizado, adolescentes com transtornos de ansiedade, adultos com depressão, pessoas com deficiência física, idosos em situação de vulnerabilidade: todos esses públicos podem encontrar na terapia ocupacional um suporte fundamental.

Se você se interessou pela profissão, saiba que o curso de Terapia Ocupacional tem duração média de 4 a 5 anos, e novas faculdades vêm abrindo vagas para formar profissionais e reduzir o déficit atual, estimado em mais de 20 mil terapeutas ocupacionais no país, segundo o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito).

A tendência é de crescimento. E, com ela, aumenta também o interesse das pessoas em entender melhor essa área tão essencial — que, aos poucos, conquista mais espaço no debate público e na vida real de quem precisa de cuidado.