Band Jornalismo

O que se sabe sobre o assassinato de cabeleireiro no Alto de Pinheiros, na zona oeste de SP

Betto vivia no sobrado com a mãe, de 98 anos, que dependia de seus cuidados

Da redação
DA REDAÇÃO

25/11/2025 • 10:22 • Atualizado em 25/11/2025 • 10:33

José Roberto Silveira, de 59 anos

José Roberto Silveira, de 59 anos

Reprodução/Instagram/spbhetus

A morte do cabeleireiro José Roberto Silveira, de 59 anos — conhecido como Betto Silveira — está sendo investigada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Compartilhar

O crime ocorreu no último sábado, 22, no Alto de Pinheiros, bairro nobre da zona oeste de São Paulo.

Veja o que se sabe até agora — e o que ainda falta esclarecer

Onde aconteceu o crime?

Betto foi encontrado morto dentro de sua residência. Amigos o acharam amordaçado, com punhos e joelhos amarrados por fios e com sinais de asfixia, segundo boletim de ocorrência obtido pelo Estadão.

Câmeras mostram que ele saiu de casa por volta de 1h40 de sábado e voltou às 2h13, dirigindo um Hyundai HB20 preto.

Às 5h53, duas pessoas aparecem em imagens de segurança abrindo o portão da casa e deixando o imóvel a pé. Elas ainda não foram identificadas.

Quem era Betto Silveira?

Nascido em Garça, no interior paulista, Betto mudou-se para São Paulo em 1991, quando começou a trabalhar na Vila Madalena. Onze anos depois, estabeleceu-se em Alto de Pinheiros, onde vivia há 22 anos.

Nas redes sociais, definia sua profissão como um “hobby remunerado” e era descrito como alguém que gostava de “ver o sorriso no rosto das pessoas”, usando criatividade e paciência para transformar a aparência dos clientes.

Quem morava com ele?

Betto vivia no sobrado com a mãe, de 98 anos, que dependia de seus cuidados. No imóvel também residia um venezuelano, que alugava um dos quartos. Segundo ele, a vítima esteve em seu quarto às 2h para pedir seda para fazer um cigarro.

O morador afirmou à polícia ter ouvido Betto conversando com outra pessoa por um longo período, além de ruídos de chuveiro, TV e música. Por volta das 4h, ouviu barulhos de objetos quebrando e intensa movimentação no quarto da vítima, mas não estranhou, pois o fluxo de pessoas na casa era comum.

O que dizem as testemunhas?

Duas testemunhas afirmaram que Betto havia terminado recentemente um relacionamento. Uma delas disse que o fim ocorreu há cerca de dois meses. Betto teria desejado reatar, mas o ex-companheiro já estava envolvido com outra pessoa. Embora inicialmente abalado, ele teria superado o término e começado a se relacionar com outros homens.

Outra testemunha informou que o ex-namorado registrou boletim de ocorrência contra Betto por ameaças. Desde o término, a vítima teria passado a conhecer “diferentes homens com certa frequência, por aplicativos de encontro”.

O BO contra Betto foi registrado em agosto deste ano por lesão corporal e ameaça, com aplicação de medida protetiva. O atual namorado do ex também o acusou de ameaça. Uma amiga da vítima ainda relatou que esse homem também teria ameaçado Betto.

O que diz a polícia?

Segundo a Polícia Civil, não há indícios de roubo, e o caso é investigado como homicídio, possivelmente cometido por mais de uma pessoa. Imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas, e familiares, amigos e pessoas próximas estão sendo ouvidos.

O carro utilizado por Betto, que era alugado, foi apreendido e passa por perícia. A polícia também mapeia os trajetos percorridos por ele antes e depois do crime para reconstruir a dinâmica dos acontecimentos.

Por enquanto, nenhuma linha de investigação está descartada.

*Com informações do Estadão Conteúdo.