Resumo
O assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas, foi confessado pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, que está preso junto com o filho, enquanto a mãe da vítima expressou revolta ao saber da morte e prisão dos envolvidos.
O histórico de ameaças mostra que Daiane registrou dez boletins de ocorrência contra o síndico por perseguição, sendo ele já denunciado ao Ministério Público por desligar energia e água de apartamentos.
A investigação aponta que Daiane foi morta após uma discussão em um ponto cego do prédio, o síndico tentou fugir e forjou documentos, o filho é suspeito de atrapalhar a apuração, e a polícia analisa vídeos gravados pela vítima enquanto a família aguardava respostas há mais de um mês.
O corpo de Daiane Alves de Souza, corretora de imóveis, morta pelo síndico do prédio em Caldas Novas, foi encontrado após o criminoso confessar o assassinato. Ele e o filho estão presos. Na chegada à central de delegacias, em Goiânia, Cléber Rosa de Oliveira (síndico), afirmou que o filho não teve envolvimento no crime. A mãe da corretora Daiane se revoltou após descobrir a morte da filha e a prisão do assassino.
Daiane já tinha ido à delegacia 10 vezes para registrar ocorrências contra o síndico por perseguição e ameaça. O assassino já tinha sido denunciado pelo Ministério Público, porque ele desligava a energia dos apartamentos e fechava os registros de água.
Como o crime aconteceu
As últimas imagens de Daiane com vida são dela saindo do elevador e chegando no primeiro subsolo para, mais uma vez, religar a energia do apartamento, mas chegando lá o síndico a esperava, eles tiveram uma discussão violenta em que terminou com a morte da corretora.
O assassino, por ter conhecimento de onde ficavam as câmeras de segurança do prédio, se aproveitou de um ponto cego para matar Daiane. Ele chegou até a forjar um documento dizendo que ela teria sido expulsa do condomínio, algo que nunca aconteceu. O síndico, quando a polícia chegou, já estava com malas prontas para fugir.
Como está a investigação?
A Polícia Civil cumpriu dois mandados de prisão temporária contra o síndico por homicídio e ocultação de cadáver e contra o filho dele por ter tentado atrapalhar as investigações. O filho comprou um novo celular para o pai, mas ainda não está claro se foi somente essa participação.
As imagens de Daiane no elevador mostram a corretora gravando o que está acontecendo a todo momento, aparentemente com medo de que algo aconteça. Esses vídeos eram enviados para uma amiga pessoal. A polícia já tem acesso a dois de três vídeos, mas ainda falta um e a investigação continua.
A mãe de Daiane estava a mais de um mês e dez dias em busca de respostas e a esperança de que a filha pudesse ser encontrada com vida, mas veio a confirmação que a própria família já suspeitava.
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