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O que se sabe sobre o incêndio no Icesp em SP

Fogo no hospital começou no segundo subsolo; não há feridos até o momento

Da redação
DA REDAÇÃO

30/01/2026 • 15:27 • Atualizado em 30/01/2026 • 15:27

Um incêndio atingiu o prédio do Instituto do Coração (InCor), no Jardim Paulista, região central de São Paulo, nesta sexta-feira (30), e levou à transferência preventiva de pacientes internados na unidade. O fogo mobilizou equipes de emergência e provocou a evacuação de áreas do hospital.

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Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio não teve origem em caldeira. A corporação informou que a concessionária Enel realizava um serviço programado na rua, com desligamento do fornecimento de energia. Durante a entrada em funcionamento dos geradores do hospital, um dos equipamentos apresentou falha e entrou em combustão.

Fogo começou em gerador que passava por manutenção da Enel

O incêndio começou em um gerador que passava por manutenção da Enel. Segundo o Corpo de Bombeiros, a empresa realizava um serviço programado na rua, com desligamento da energia. Durante a entrada em funcionamento dos geradores do local, um dos geradores apresentou falha e entrou em combustão.

Em entrevista à rádio BandNews FM, o secretário estadual da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que o incêndio teve início no segundo subsolo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), que integra o mesmo complexo hospitalar. “Não temos nenhuma vítima. As pessoas internadas continuam com atendimento normal, e o Corpo de Bombeiros informou que o incêndio está sob controle”, disse.

O Corpo de Bombeiros manteve equipes no local para conter as chamas e evitar que o fogo se alastrasse para outros blocos. Ao menos sete viaturas foram deslocadas para a ocorrência. Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de feridos ou mortes causados pelo incêndio, ou pela inalação de fumaça.

Em nota, a Enel São Paulo informou que o fornecimento de energia ao InCor foi restabelecido. Segundo a distribuidora, equipes seguem atuando para prestar apoio à instituição.

Pacientes entubados são retirados às pressas

Funcionários precisaram realizar a transferência emergencial de pacientes entubados. A remoção envolveu pacientes em estado crítico, que não possuem condições de locomoção própria e dependem de ventilação mecânica. Segundo o Corpo de Bombeiros, embora o fogo tenha começado em uma área técnica distante das alas de internação, a realocação para setores mais seguros foi necessária para garantir a integridade de quem estava mais próximo da trajetória da fumaça.

A porta-voz do Corpo de Bombeiros, Olívia Perrone, confirmou que a evacuação parcial foi coordenada pelas próprias equipes do hospital. "Pacientes entubados que não teriam condições de deslocamento foram mudados preventivamente por conta de qualquer tipo de incidente", explicou a tenente.

A mobilização interna ocorreu enquanto 24 bombeiros e oito viaturas chegavam ao local para combater o incêndio. A principal preocupação da equipe médica e de enfermagem foi garantir que o suporte de vida dos pacientes transferidos não fosse interrompido durante a movimentação para as alas que não foram afetadas pelo incidente.

Atuação do Corpo de Bombeiros e histórico de incidentes

O Corpo de Bombeiros mantém uma operação robusta no local para conter as chamas e evitar que o fogo se alastre para outros blocos do instituto, que é referência nacional em cardiologia. Pelo menos sete viaturas da corporação foram deslocadas para o atendimento da ocorrência. Até o fechamento desta reportagem, as autoridades confirmam que não há registro de vítimas fatais ou feridos em decorrência do fogo ou da fumaça.

O InCor já enfrentou situações semelhantes em anos anteriores. A apresentadora recorda que princípios de incêndio foram registrados na unidade em 2019 e também em 2023, o que levanta questões sobre a infraestrutura e a segurança das instalações da instituição.

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