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Oinegue: Alta de combustível é reação do mercado à crise de oferta

Por Redação
REDAÇÃO

20/03/2026 • 22:06 • Atualizado em 20/03/2026 • 22:06

Eduardo Oinegue

Brasil, ano eleitoral de 1986. Para conter a inflação, o governo Sarney afronta as regras de mercado, congela os preços e sofre o revés. Crise de abastecimento. Começou a faltar tudo, até carne. O governo acusa os pecuaristas.

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Chama de pessoas malvadas que seguram o boi no pasto para forçar a liberação de preços. E sai pelo campo confiscando gado. Foi inútil. Brasil, ano eleitoral de 2026. Para conter a inflação, o governo afronta as regras de mercado e segura os reajustes da Petrobras.

Mesmo com o conflito no Oriente Médio, mesmo com o barril disparando. E vem o revés. Os preços sobem no posto e em alguns lugares falta combustível. O governo diz que é coisa de gente que gosta de tirar proveito da desgraça. As palavras são do presidente Lula.

Sarney e Lula buscando malvadeza em meio a uma crise de oferta. Faltava carne, o preço subiu. Falta combustível, o preço sobe. Pode ter aproveitador? Sempre pode. Mas o que se mexeu foi o mercado.

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