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Oinegue: Bons resultados do Ideb refletem prioridade da educação

Por Redação
REDAÇÃO

05/08/2026 • 23:21 • Atualizado em 05/08/2026 • 23:21

Eduardo Oinegue

Saiu hoje o Ideb 2025, um dos principais retratos da educação brasileira. O índice combina duas coisas: o que os alunos aprenderam e a taxa de aprovação. É um estudo útil, mas linitado porque uma rede pode melhorar a aprovação sem melhorar o suficiente a aprendizagem. Outra pode ter alunos com desempenho melhor, mas perder pontos por reprovação e abandono.

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A leitura nacional é simples. Nos primeiros anos do fundamental, o Brasil tirou 6,3, acima da meta de 6. Nos anos finais, a média foi 5,3, abaixo da meta. No ensino médio, 4,5, também abaixo. Ou seja: o país avançou onde o problema é menos difícil e continua falhando justamente onde a escola começa a perder os adolescentes. Só que aluno não estuda no Brasil. Estuda num estado, numa cidade, numa escola. E os resultados variam muito.

Nos anos iniciais, Distrito Federal e Rondônia chegaram à nota 6. Treze estados superaram suas metas. Nos anos finais, foram nove. No ensino médio, apenas cinco: Ceará, Pernambuco, Piauí, Espírito Santo e Paraná. A pergunta então é: por que alguns estados conseguem e outros não? É renda? Gasto? Partido? Pobreza? Nenhuma dessas respostas, sozinha, explica o mapa. A renda, por exemplo, não explica.

O Distrito Federal tem a maior renda per capita do país: R$ 4.538. No ensino médio, tirou 3,6, uma das piores notas. O Piauí tem renda de R$ 1.546, menos de um terço da brasiliense, e tirou 4,9. Também não basta dizer que Bolsa Família produz pior educação. Estados com grande parcela de famílias beneficiárias aparecem entre os melhores resultados. Nem há um partido que explique tudo.

O PT governa o Piauí, que vai bem, e a Bahia, que vai mal. Gasto ajuda. Estados que investem mais por aluno tendem a ter melhores condições para ensinar. Só que dinheiro também não explica tudo. Há redes que gastam muito e entregam pouco. E redes que, com menos recursos, organizam melhor a escola, acompanham os alunos e conseguem avançar.

A palavra que aparece quando se olha o mapa inteiro é gestão. Não uma fórmula mágica. Gestão: metas claras, cobrança, formação de professor, material didático, acompanhamento e correção rápida de problemas. O Ideb 2025 mostra que pobreza não condena uma rede ao fracasso e riqueza não garante escola boa. Educação melhora onde virou prioridade de verdade.

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