
Navio MV Hondius
REUTERS/Handout via REUTERS
O diretor regional para a Europa na Organização Mundial da Saúde (OMS), Hans Kluge, afirmou nesta segunda-feira (4) que “não há motivo para pânico” após suposto surto de hantavírus em um navio de curzeiro no Atlântico. Segundo a organização, três pessoas morreram e uma está internada em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na África do Sul.
O caso foi registrado quando a embarcação MV Hondius percorria a rota entre Ushuaia, na Argentina, e Cabo Verde.
“As infecções por hantavírus estão normalmente associadas à exposição ambiental (exposição à urina ou fezes de roedores infectados). Embora graves em alguns casos, a transmissão entre pessoas não é fácil. O risco para o público em geral permanece baixo. Não há necessidade de pânico ou restrições de viagem”, escreveu Hans Kluge na plataforma X, antigo Twitter.
Segundo o médico, a OMS/Europa “está trabalhando com os países envolvidos para apoiar os cuidados médicos, a evacuação, as investigações e a avaliação dos riscos à saúde pública”.
O médico Hans Kluge também afirmou que está em contato com as equipes para garantir uma resposta coordenada e baseada na ciência.
Hantavírus
Os hantavírus são transmitidos pelos roedores, em particular através do contato com sua urina, fezes e saliva, segundo o Centro para o Controle e a Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. A doença que pode provocar síndrome respiratória aguda.
Os primeiros sintomas da infecção são geralmente semelhantes aos da gripe - febre, dores de cabeça e dores musculares - e as duas doenças mais comuns causadas por infeção por hantavírus são a "síndrome pulmonar por hantavírus" (SPH), presente no continente americano, e a "febre hemorrágica com síndrome renal" (FHSR), mais frequente na Europa e na Ásia.
"Embora seja raro, o hantavírus pode ser transmitido de uma pessoa para outra e provocar doenças respiratórias graves", indicou a OMS.
"Estão sendo realizadas investigações aprofundadas, sobretudo análises de laboratório adicionais e investigações epidemiológicas. Os passageiros e a tripulação estão recebendo cuidados médicos. A sequenciação do vírus também está sendo realizada", acrescentou.
Segundo uma fonte que atua no caso, um casal de holandeses está entre os três mortos. A terceira vítima continuaria a bordo do navio.
Um passageiro de 70 anos foi o primeiro a apresentar sintomas. Ele morreu a bordo da embarcação e seu corpo foi depositado na ilha de Santa Helena, território britânico no Atlântico Sul. Sua esposa, de 69 anos, também ficou doente a bordo e foi levada para a África do Sul. Ela faleceu em um hospital de Joanesburgo.
*Com informações da DW.
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