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ONU exige revisão imediata das condições de segurança e infraestrutura da COP30

Além da falha de contenção, foram apontados problemas de infraestrutura

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

13/11/2025 • 16:58 • Atualizado em 13/11/2025 • 16:58

Resumo

Carta da ONU enviada ao governo brasileiro aponta críticas do secretário-executivo Simon Stiell à condução da COP30, destacando falhas graves de segurança, infraestrutura e logística durante o evento, especialmente após invasão de área restrita por cerca de 150 ativistas.

Documento detalha problemas como portas não monitoradas, ar-condicionado insuficiente, excesso de calor, infiltrações, falta de abastecimento de água nos banheiros, filas longas para alimentação e dificuldades de acomodação para delegações de países em desenvolvimento, exigindo plano de ação imediato do Brasil.

Resposta do governo brasileiro ressalta que todas as solicitações da ONU estão sendo atendidas, incluindo reforço policial nos perímetros de segurança, ampliação de barreiras físicas, instalação de novos aparelhos de ar-condicionado e reparo de goteiras, com ações conjuntas entre órgãos federais, estaduais e UNDSS para corrigir falhas diariamente.

Em carta endereçada ao governo brasileiro, o secretário-executivo sobre Mudança do Clima das Nações Unidas (UNFCCC), Simon Stiell, teceu críticas à condução da edição deste ano da COP30 no Brasil.

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Segundo o documento, autoridades federais e estaduais deixaram de garantir condições básicas de segurança, infraestrutura e apoio logístico exigidas para o evento.

Stiell afirma que houve falha operacional no momento em que ativistas invadiram parte da área reservada à conferência na noite de terça-feira, em que cerca de 150 manifestantes adentraram o local. Ele destaca que o efetivo de segurança, embora presente, não agiu segundo o plano preestabelecido.

Além da falha de contenção, foram apontados problemas de infraestrutura: ar-condicionado com funcionamento deficitário, excesso de calor, infiltrações decorrentes das chuvas, banheiros sem abastecimento regular de água, filas longas no sistema de alimentação, e instalações consideradas aquém dos padrões pactuados pelo Brasil ao assumir a hospedagem da conferência.

Falhas listadas pela ONU

• Segurança: segundo Stiell, portas não monitoradas adequadamente e fragilidade no acesso ao local que permitiram invasão da zona reservada.

• Estrutura: o documento menciona que o sistema de ar-condicionado “não operava ou sequer foi instalado em determinados pavilhões”, gerando “problemas de saúde relacionados ao calor”.

• Logística: participantes da conferência enfrentam longas filas, necessidade de uso de cartão pré-pago para alimentação, acomodações insuficientes para delegações menores – o que coloca em risco a representatividade de países em desenvolvimento.

A ONU demanda que o Brasil apresente “um plano de ação imediato” para corrigir as falhas. Entre os pontos esperados estão reforço de segurança, revisão da infraestrutura de climatização, melhoria no abastecimento de água e saneamento, e readequação do sistema de alimentação para delegações.

Nota do governo brasileiro

A Casa Civil não esteve envolvida na tomada de decisão das forças de segurança pública referente aos protestos de 11 de novembro. A segurança interna da Blue Zone está a cargo da UNDSS, que define como serão protegidas todas as áreas em seu interior.

Destacamos que todas as solicitações da ONU têm sido atendidas e, ontem (12), os Governos Federal e Estadual, juntamente com o Departamento das Nações Unidas para Segurança e Proteção (UNDSS, na sigla em inglês), realizaram a reavaliação dos meios e quantitativos policiais para preservação dos perímetros de segurança Laranja e Vermelha da COP30 que também foram ampliados.

Reposicionamento e ampliação de forças:

•⁠ ⁠Ampliação do espaço intermediário entre as Zonas Azul e Verde para aumentar a prevenção de incidente semelhantes.

•⁠ ⁠Ação conjunta da Força Nacional e Polícia Federal nesse espaço.

•⁠ ⁠Fortalecimento do perímetro com instalação de gradis, barreiras metálicas e estruturas de contenção adicionais em pontos vulneráveis.

Climatização dos espaços:

•⁠ ⁠Instalação de novos aparelhos de ar-condicionado nas tendas.

•⁠ ⁠Unidades adicionais do modelo sprint nas salas com falhas de climatização.

Correção na estrutura:

•⁠ ⁠Não houve alagamento do local do evento, e sim ocorrências localizadas, como goteiras;

•⁠ ⁠Vazamentos foram causados por rompimento de calhas no Mídia Center e Posto de Saúde 2, que já foram prontamente reparados, com substituição e vedação das estruturas.

Todas as questões vêm sendo tratadas diariamente nos pontos de controle realizados em conjunto com a UNFCCC, garantindo a correção contínua de temas inerentes a um evento dessa dimensão.

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