
Polícia Militar de SP
PMSP/Divulgação
O sequestro, tortura, extorsão e ameaça contra um advogado da Baixada Santista atribuídos a sete integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) levaram o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e a Polícia Militar a deflagrar, nesta quarta-feira (12), a Operação Patrocínio Fiel em cidades de São Paulo e de Santa Catarina.
A ação cumpriu 19 mandados de prisão e de busca em endereços de Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão, na Baixada Santista, além de Florianópolis (SC). As ordens judiciais mobilizaram equipes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), do 3.º Batalhão de Choque, do Canil da PM e do Comando de Operações Especiais (COE).
Até o momento da divulgação da operação, três investigados tinham sido presos. Segundo a apuração, outro alvo, identificado como José Armerindo, conhecido como 'Piu', ligado ao PCC, morreu após entrar em confronto com policiais militares durante o cumprimento das medidas judiciais.
Os três demais investigados ainda não foram encontrados e são considerados foragidos. As equipes cumpriram mandados em residências dos suspeitos, em empresas apontadas como parte do lastro financeiro da facção e no imóvel que teria sido usado como cativeiro para o advogado.
Advogado foi mantido em cativeiro na Vila Esperança
Segundo os investigadores, o caso começou a partir de uma ação cível de dissolução de sociedade entre duas pessoas, uma delas apontada como suposto integrante do PCC. Insatisfeito com o trabalho do advogado que representava a outra parte no processo, o faccionado teria determinado, há cerca de três meses, o sequestro do profissional.
O advogado foi levado para um imóvel na Vila Esperança, em Cubatão, onde, conforme a apuração, permaneceu em cativeiro e foi submetido a tortura e coação para atender às exigências dos criminosos. Os relatos indicam que ele sofreu ameaças e extorsão durante o período em que ficou sob domínio do grupo.
Investigados teriam atuado em diferentes frentes
Os sete suspeitos são investigados por participação direta ou indireta no sequestro. Segundo a apuração, eles teriam atuado presencialmente no cativeiro, por meio de chamadas de vídeo usadas para monitorar a vítima ou no fornecimento de apoio logístico, como transporte, recursos financeiros e estrutura para manter o advogado sob controle.
A operação também alcança a estrutura econômica associada ao grupo criminoso na região. As ordens de busca atingem empresas relacionadas ao lastro financeiro do PCC, na Baixada Santista e em Santa Catarina.
Com informações do Estadão Conteúdo.

