Opinião: projeto de regeneração urbana de BH tem pontos de atenção
O jornalista Murilo Rocha analisa o projeto de regeneração urbana em discussão em BH e destaca dois pontos para o debate

O jornalista Murilo Rocha analisa o projeto de regeneração urbana em discussão em Belo Horizonte e destaca dois pontos que considera importantes no debate.
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Um deles é a possibilidade de ampliar em até 70% o potencial construtivo de determinados empreendimentos. A proposta prevê a criação das chamadas “unidades regenerativas”, créditos concedidos a empreendedores que realizarem intervenções como retrofit, recuperação de galpões ou conclusão de obras inacabadas.
Segundo Rocha, a medida pode impactar regiões como Centro, Barro Preto, Santa Efigênia, Floresta e Colégio Batista, permitindo construções acima dos limites atualmente estabelecidos.
Outro ponto levantado pelo jornalista é a possibilidade de dispensa do Estudo de Impacto de Vizinhança em determinadas situações. O estudo avalia, entre outros aspectos, os efeitos do adensamento urbano e do aumento do fluxo de veículos.
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Na avaliação de Rocha, a definição caso a caso pode gerar decisões sem um planejamento prévio, especialmente em regiões que já enfrentam problemas de adensamento.
O jornalista ressalta que não é contrário à requalificação do Centro, à recuperação de imóveis ociosos ou à ampliação da oferta de moradia, mas defende atenção aos critérios e limites previstos no projeto.
