Internacional

Orbán reconhece derrota na Hungria: 'Resultado é doloroso, mas claro'

Pleito põe fim a 16 anos de governo de um dos maiores nomes da extrema-direita no mundo

2 min

12/04/2026 16:39 • Atualizado há 196 dias

Orbán reconhece derrota na Hungria: 'Resultado é doloroso, mas claro'

O primeiro-ministro da Hungria, Vitktor Orbán, reconheceu publicamente a derrota nas eleições deste domingo (12). A apoiadores, o ultradireitista lamentou não ter recebido “a responsabilidade e possibilidade” de governar.

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"Os resultados das eleições ainda não são finais, mas são compreensíveis e claros. É doloroso para nós, mas claro. A responsabilidade e a possibilidade de governar não nos foi dada. Parabenizei o vencedor", disse Orbán, que completou dizendo que seu partido, o Fidesz, “servirá como oposição”.

Seu oponente, o advogado Péter Magyar, publicou em sua conta no Facebook que o atual primeiro-ministro o ligou reconhecendo a derrota e o parabenizando pela vitória.

Com quase 90% das cédulas apuradas, o Tisza projeta 138 dos 199 assentos da Assembleia, o que representa uma supermaioria de dois terços capaz de promover reformas constitucionais. O Fidesz ficará com 54 e Mi Hazánk terá 7 assentos, segundo o órgão eleitoral nacional.

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Com o reconhecimento público, outros líderes europeus parabenizaram o novo líder do governo húngaro. O presidente francês, Emmanuel Macron, saudou o “apego” do povo húngaro aos "valores da União Europeia e ao papel da Hungria na Europa".

O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse “ansioso” para trabalhar com Magyar. Seu homólogo sueco, Ulf Kristersson, descreveu o momento como “um novo capítulo na história da Hungria”.

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que a “Hungria escolheu a Europa” e que o país está “retornando o seu caminho europeu".

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Orbán, de 62 anos, um dos líderes mais longevos da União Europeia e aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, buscava novo mandato diante do avanço de Magyar. Ambos votaram em Budapeste, praticamente no mesmo horário. "Estou aqui para vencer", afirmou Orbán, que classificou a campanha como "um grande momento nacional".

A eleição ocorreu em meio a críticas de Bruxelas ao governo húngaro, visto como um dos principais antagonistas do bloco, e a uma trajetória política de Orbán que passou do liberalismo antissoviético a um nacionalismo próximo da Rússia e admirado pela direita global.

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