
Fumaça em Tel Aviv após mísseis lançados pelo Irã
Gideon Markowicz/Reuters
Mísseis iranianos cruzam os céus de Israel, mas evitaram até agora um alvo considerado prioritário, quando a guerra começasse: as bases dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Os caças israelenses cruzam os céus do Irã, mas não alcançaram ainda o objetivo pelo qual decolaram na madrugada de sexta-feira: a destruição das instalações nucleares, escavadas profundamente em rochas ou no deserto.
Israel eliminou a cúpula militar iraniana, bombardeou arsenais de mísseis balísticos e as baterias antiaéreas. O Irã tem mantido milhões de israelenses em bunkers, o país paralisado, e acertou alguns prédios residenciais.
O Irã sabe que um ataque aos Estados Unidos fará o presidente Donald Trump usar ou transferir a Israel as poderosas bombas capazes de acertar o seu coração atômico, as usinas de Fordow, Natanz e Isfahan.
Os caças israelenses estão deixando para uma outra etapa os alvos estratégicos e econômicos, como terminais de petróleo, refinarias e portos. Oferecem um espaço para o aiatolá Ali Khamenei optar pelo fim da guerra, voltando às negociações para um acordo nuclear.
Com imagens de prédios de Tel Aviv em ruínas, e sua mídia estatal informando a derrubada de três caças F-35 e impactos de mísseis em bases militares israelenses, sem nenhuma confirmação por Israel, Khamenei pode proclamar o fim de uma “retaliação vitoriosa”.
O Irã é capaz de manter uma guerra de atrito, com misseis diários contra Israel, mas a economia israelense, que não a quer nem a aguentaria, fará com que Netanyahu decida arruinar a economia iraniana até derrubar o governo islâmico de Khomeini.
O presidente Vladimir Putin ligou para o aniversariante Trump, parabenizou-o, e os dois conversaram sobre a guerra Israel e Irã, concluindo que ela deve acabar. A Rússia tentará convencer seu aliado iraniano. Não se sabe o que falaram Trump e Netanyahu. Os israelenses foram à guerra contra a ameaça nuclear do Irã, e ela ainda vigora, atingida apenas superficialmente.
Netanyahu declarou neste sábado: “Temos indicações de que altos funcionários do Irã já estão fazendo as malas. Abrimos a estrada para Teerã e nossos pilotos desferirão golpes no regime dos aiatolás que eles nem imaginam.” Ele acrescentou: “Vou lhes dizer o que teria acontecido se não tivéssemos agido. Tínhamos informações de que esse regime inescrupuloso estava planejando dar as armas nucleares que desenvolveria a seus representantes terroristas. Isso é terrorismo nuclear aprimorado. Isso seria uma ameaça para o mundo inteiro”.
Uma fonte “importante” da Casa Branca disse ao jornalista Barak Ravid, da plataforma Axios e da agência Walla, de Israel, que “a maneira mais rápida de o Irã alcançar a paz é desistir de seu programa de armas nucleares”.
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