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Os riscos de 2026, segundo o relatório do Grupo Eurasia

Por Redação
REDAÇÃO

07/01/2026 • 16:53 • Atualizado em 07/01/2026 • 16:53

Moises Rabinovici

O primeiro risco mundial para 2026, apontado pelo relatório do Grupo Eurásia, já está acontecendo: é a revolução política nos EUA, com o presidente Donald Trump procurando desmantelar sistematicamente os freios ao seu poder e capturar a máquina do governo para usá-la contra seus inimigos.

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O segundo risco mundial é o desequilíbrio tecnológico – a China dominando a infraestrutura de energia limpa e minerais críticos, enquanto os EUA estão focados em combustíveis fósseis. O terceiro risco mundial é a Doutrina “Donroe”, que era Monroe até Donald Trump reinterpreta-la para afirmar a primazia americana no Hemisfério Ocidental, usando pressão militar, coerção econômica e vingança pessoal. A primeira cobaia foi a Venezuela.

“A Doutrina Donroe pode ser comparada ao comportamento de um xerife de uma cidade pequena que não apenas expulsa gangues de fora (potências externas) para manter o território sob seu comando, mas também exige lealdade absoluta dos moradores, premiando os amigos com favores e perseguindo rigorosamente qualquer um que ouse questionar sua autoridade ou suas regras”.

Seguem-se, como riscos mundiais, a Europa sob cerco de ataques de populistas e o vácuo de segurança com o recuo dos EUA; a segunda frente da Rússia, a transição das trincheiras na Ucrânia para uma guerra híbrida contra a OTAN; o capitalismo de Estado com características americanas, com o governo interferindo na economia para favorecer aliados e punir opositores; a armadilha da deflação na China; a Inteligência Artificial “comendo” seus usuários; o acordo comercial entre EUA, México e Canadá ficando no limbo, nem vivo nem morto; e, por fim, a arma da água, cuja escassez está se tornando uma ameaça à segurança nacional e possíveis conflitos entre Egito e Etiópia ou Índia e Paquistão.

O cientista político americano Iam Bremmer, fundador e presidente do Eurasia Group, com escritórios em São Paulo e Brasília, diz que o mundo está entrando “em uma era pós-ordem, mais rápida e caótica”, e adverte que “os Estados Unidos estão entrando em uma era Gorbachev tardia, em que o pais avança em direção a algo novo e desconhecido, enquanto o sistema antigo se desintegra sem que ninguém saiba exatamente o que virá a seguir”.

O Brasil é mencionado várias vezes ao longo das 46 páginas do relatório Top Risks 2026, como um ponto de resistência política à atual agenda de Washington. Somos uma das “exceções óbvias” à tendência atual na América do Sul de eleger líderes de direita. Por isso, o presidente Trump vai impulsionar candidatos alinhados nas próximas eleições brasileiras. Outro destaque: a bandidagem no Brasil entrou na Era do Drone, utilizando-os para lançar granadas contra a polícia.

(Nota: este texto contou com ajuda de IA para resumir o relatório do Grupo Eurasia e destacar seus principais pontos)

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