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Otan se reúne para tratar guerra na Ucrânia em meio a tensão Trump x Meloni

hefes de Estado dos 32 países-membros estarão presentes, além dos quatro parceiros habituais: Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia

Por Redação
REDAÇÃO

07/07/2026 • 09:28 • Atualizado em 07/07/2026 • 09:39

Sonia Blota
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A reunião da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) começa nesta terça-feira (7) em Ancara, capital da Turquia. Os chefes de Estado dos 32 países-membros estarão presentes, além dos quatro parceiros habituais: Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia. Este ano, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar participarão do encontro.

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Outro país convidado é a Ucrânia, que há mais de quatro anos está em guerra com a Rússia. E este é justamente um dos principais assuntos da reunião de cúpula. Nas últimas semanas, o conflito voltou a escalar, com Kiev atacando instalações petrolíferas russas e Moscou respondendo com uma chuva de mísseis e drones sobre o território ucraniano.

O presidente Volodymyr Zelensky solicita mais mísseis para a defesa antiaérea, além de mais equipamentos militares. Sem a participação americana, já que Washington entende que a defesa da Ucrânia é um problema da Europa, os aliados europeus da Otan e o Canadá se comprometem a fornecer 70 bilhões de euros por ano em ajuda militar a Kiev, em 2026 e 2027.

Mas a estrela da festa promete ser — para variar — o presidente americano Donald Trump, que recentemente teve brigas com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e com membros da Otan, já que acusa a aliança de não ajudar os Estados Unidos no conflito com o Irã.

A cúpula pretende marcar o início da retirada gradual das obrigações dos Estados Unidos de garantir a segurança do continente europeu. Porém, Trump deve reafirmar o compromisso americano com a chamada dissuasão nuclear. Ou seja: o guarda-chuva nuclear americano continuará sobre a Europa.

Os Estados Unidos também vão cobrar o compromisso europeu de aumentar os gastos com defesa para 5% do PIB de cada país-membro até 2035. Já há consenso de que é insustentável que um bloco de cerca de 600 milhões de pessoas, entre as regiões mais prósperas do mundo, sejam dependentes de Washington.

A caminho de Ancara, o presidente francês Emmanuel Macron fez uma visita oficial à Síria. Ele chegou ontem a Damasco para se encontrar com o presidente interino sírio, Ahmed al-Charaa. É a primeira visita de um líder de uma potência ocidental à Síria desde a queda de Bashar al-Assad.

Porém, nesta manhã, duas explosões próximas ao hotel onde Macron está hospedado aconteceram. O Palácio do Eliseu confirma que o presidente não estava no hotel no momento das explosões que deixaram 18 feridos e que está são e salvo. Depois da visita, segue para a cúpula em Ancara .

Na semana passada, uma explosão em um café em Damasco deixou dez mortos e 21 feridos. A reconstrução do país é um desafio para o novo governo Sirio .

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