
O governador Cláudio Castro em reunião com o prefeito Eduardo Paes
Rafael Campos/Governo do Estado do Rio de Janeiro
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), criticou o governador Cláudio Castro (PL), que deixará o cargo nesta segunda-feira, 23. Para Paes, o atual chefe do Executivo estadual é um “governador omisso fugindo da Justiça”.
Pré-candidato ao governo do estado nas eleições de outubro, Paes deixou a prefeitura da capital na última sexta-feira, 20. Já Castro pretende disputar uma vaga no Senado Federal.
Nos últimos dias, o governador promoveu a exoneração de secretários e agendou uma cerimônia de encerramento de mandato antes do prazo de desincompatibilização. Pela legislação eleitoral, pré-candidatos precisam se afastar de cargos públicos até seis meses antes do pleito para poder concorrer.
“Encerramento de mandato nada! Trata-se de um governador omisso fugindo da Justiça. Fugindo não! Pior! Desrespeitando a Justiça com os crimes que cometeu!”, afirmou Paes em publicação nas redes sociais.
Na sequência, o ex-prefeito acrescentou: “Não podemos mais permitir que esse tipo de impunidade aconteça. Destruiu com seu grupo o Rio de Janeiro! Não passará impune!”.
Paes também afirmou que Castro tenta “fazer o sucessor para continuar aprontando”. Entre os nomes ligados ao governador está o ex-secretário Douglas Ruas (PL), apontado como aposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o governo do estado.
A renúncia de Castro ocorre um dia antes de uma sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico. Nos bastidores, a saída é interpretada como uma tentativa de esvaziar o processo na Corte Eleitoral, o que poderia permitir sua candidatura, ainda que sub judice. Especialistas, no entanto, avaliam que a estratégia é arriscada e não há consenso sobre sua eficácia.
Na publicação deste domingo, 22, Paes disse acreditar que o TSE “não admitirá esse tipo de chicana”. Ele ainda citou a definição do termo, que no meio jurídico se refere ao uso de manobras formais ou recursos excessivos para atrasar processos, sem contribuir para a solução do caso.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
Fique bem informado!
Receba gratuitamente as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail
Escolha quais newsletters quer receber

