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Pai é preso por maus-tratos após morte de bebê em Belo Horizonte (MG)

Criança apresentava lesões na cabeça e pescoço; equipe médica da UPA Oeste identificou histórico de cinco internações anteriores por trauma

Da redação
DA REDAÇÃO

01/02/2026 • 21:35 • Atualizado em 01/02/2026 • 21:35

Polícia Civil de MG

Polícia Civil de MG

PCMG/Divulgação

Um homem de 22 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar, no último sábado (31), sob suspeita de maus-tratos que resultaram na morte de seu filho de apenas um ano, em Belo Horizonte. A criança foi levada à UPA Oeste com lesões graves na região da cabeça e do pescoço. Apesar das manobras de reanimação realizadas pela equipe médica, o óbito foi confirmado na unidade de saúde.

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O caso tomou contornos criminais quando os profissionais de saúde identificaram que os ferimentos do bebê não eram compatíveis com as explicações fornecidas pela família. Segundo o registro policial, o pai apresentou versões contraditórias: inicialmente, afirmou que o filho teria rolado da cama enquanto ambos dormiam. Questionado pela médica plantonista sobre a gravidade das lesões, ele mudou a narrativa, alegando que a criança caiu de seus braços enquanto ele tentava acalmá-la de um choro.

Histórico de internações e indícios de agressão

A investigação preliminar revelou um cenário alarmante de violência recorrente. Os profissionais de saúde informaram que a vítima possuía um histórico clínico de cinco internações anteriores por trauma somente em 2025, nos meses de abril, maio, junho, julho e novembro. Uma dessas ocorrências anteriores foi tão grave que resultou em um quadro de hidrocefalia na criança.

A perícia da Polícia Civil esteve na residência da família para coletar evidências, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde um laudo detalhado deve esclarecer a causa exata da morte.

Procedimentos legais

A mãe da criança relatou à polícia que estava na casa da sogra quando recebeu uma ligação do companheiro informando sobre a suposta queda, mas afirmou que não tinha dimensão da gravidade até chegar à unidade de saúde. Diante das inconsistências nos relatos e do histórico de traumas, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia.

A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas para entender se havia denúncias prévias ao Conselho Tutelar sobre o bem-estar do menor.

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