Band Jornalismo

Ipec: 39% veem ação dos EUA contra PCC e CV como interferência ao Brasil

Levantamento Ipsos/Ipec aponta divisão sobre impactos na economia, na segurança pública e no uso do Pix

Da redação
DA REDAÇÃO

26/06/2026 • 12:08 • Atualizado em 26/06/2026 • 12:11

Trump ameaça Irã e afirma que pode tomar todo o país em uma única noite

Trump ameaça Irã e afirma que pode tomar todo o país em uma única noite

Reprodução: EFE/EPA/Yuri Gripas

Pesquisa realizada pelos institutos Ipsos e Ipec indica que 39% dos brasileiros veem como interferência dos Estados Unidos em assuntos internos a decisão de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O levantamento ouviu duas mil pessoas em 130 municípios entre os dias 13 e 17 de junho.

Compartilhar

Ainda sobre o caráter da medida, 24% dos entrevistados discordam que se trata de interferência em temas que dizem respeito apenas ao Brasil, o que revela um grupo expressivo da população que não considera a decisão norte-americana uma intromissão direta na soberania do país.

Percepções sobre economia e segurança

Questionados sobre possíveis efeitos na economia, os participantes se mostraram divididos: 31% avaliam que a classificação dos grupos como terroristas deve prejudicar o desempenho econômico brasileiro, enquanto outros 31% afirmam que a medida não terá impacto nesse campo.

Na área da segurança pública, 33% dos entrevistados acreditam que a iniciativa dos Estados Unidos pode melhorar o combate ao crime organizado no Brasil, ao passo que 28% entendem que a nova classificação não deve resultar em avanços concretos na proteção da população.

Pix e cooperação entre Brasil e Estados Unidos

A pesquisa também mediu a percepção sobre o sistema de pagamentos instantâneos Pix. Para 39% dos participantes, a decisão dos Estados Unidos não ameaça o uso da ferramenta, enquanto 21% concordam totalmente com a afirmação de que o enquadramento de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pode representar risco para o Pix.

Em relação ao trabalho conjunto das polícias e serviços de inteligência dos dois países, 30% avaliam que a medida não vai atrapalhar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos, ao passo que 27% acreditam que a nova classificação tende a dificultar ações coordenadas contra o crime.

Riscos para comunidades e riquezas nacionais

O levantamento mostra ainda que 41% dos entrevistados consideram que a classificação norte-americana coloca em risco moradores de comunidades dominadas pelo PCC e pelo Comando Vermelho, enquanto 24% não veem aumento de ameaça direta para essas populações.

Sobre recursos estratégicos, como terras raras, a região amazônica e outras riquezas brasileiras, 32% dos participantes entendem que a decisão dos Estados Unidos representa uma ameaça, ao passo que 29% não acreditam que o enquadramento das facções como organizações terroristas possa afetar esses ativos.

Com informações do Estadão Conteúdo.