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Para o Coronel aposentadoria num piscar de olhos. E para a órfã da Gisele?

Por Redação
REDAÇÃO

02/04/2026 • 23:04 • Atualizado em 02/04/2026 • 23:04

Adriana Araújo

Foi assim...num estalo... Num piscar de olhos. Pediu, levou! Em sete dias, o tenente-coronel Geraldo Neto acusado de matar a esposa conseguiu a aposentadoria integral. É revoltante, né? Mas piora.

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A soldado Gisele deixou uma filha órfã, de 7 anos. A pensão dela já está sendo paga? Não. Nenhum centavo. A prova está aí. A família entrou com o pedido de pensão duas semanas após o assassinato da soldado - no dia 6 de março, as 10:53 da manhã. Ou seja, a menina está esperando há 27 dias.

A família ouviu que o pedido pode levar até 120 dias pra ser analisado. Para órfã, pedem calma. E no máximo R$ 7 mil de pensão. Para o réu R$ 21 mil e pressa, muita pressa.

Será que a pessoa tão competente que analisa aposentadoria para acusados de feminicídio pode ser promovida e passar a analisar os pedidos de pensão para as vítimas dos assassinos? Dá pra fazer essa mudança? Ou é pedir demais.

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