Eleições 2026Contagem regressiva para o 2º turno
0dias
:
01horas
:
32min
:
09seg
Nacional

Paraguai confirma assinatura do acordo UE-Mercosul no dia 17 de janeiro

Mesmo com assinatura em Assunção, tratado não entrará em vigor imediatamente, pois também requer aprovação do Parlamento Europeu.

2 min

10/01/2026 07:36 • Atualizado há 287 dias

Paraguai confirma assinatura do acordo UE-Mercosul no dia 17 de janeiro

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez, confirmou nesta sexta-feira (09) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE) será assinado em 17 de janeiro em Assunção, no Paraguai, país que ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano. A decisão foi tomada após consultas aos demais ministros das Relações Exteriores do bloco, anunciou. A data havia sido anunciada pouco antes pelo ministro argentino, Pablo Quirno, em postagem nas redes sociais.

Continua depois da publicidade

O Conselho da União Europeia, no qual estão representados os governos dos 27 países-membros, aprovou nesta sexta-feira, por maioria qualificada (no mínimo 55% dos países que representem 65% da população da União), o acordo com o Mercosul.

Ramírez destacou que o acordo "terá que ser ratificado pelos Congressos dos países do Mercosul" para que entre em vigor. O Mercosul é integrado por Paraguai, Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia, que ainda está implementando as normas de adesão. A Venezuela está suspensa por violar o Protocolo de Ushuaia, que regula a participação no bloco sul-americano.

Parlamento precisa aprovar o acordo

Mesmo que o acordo seja assinado em Assunção, o tratado não entrará em vigor imediatamente, pois também requer a aprovação do Parlamento Europeu, que deve emitir sua decisão dentro de algumas semanas, presumivelmente em abril.

Continua depois da publicidade

O resultado está longe de ser certo, visto que cerca de 150 eurodeputados (de um total de 720) ameaçam entrar com uma ação judicial para impedir a implementação do acordo, através de um recurso no Tribunal de Justiça da União Europeia sobre a compatibilidade jurídica do pacto. Tal medida poderia atrasar o processo em meses ou até mesmo anos.

Tópicos relacionados