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Parentes de brasileiros deixam a Faixa de Gaza com apoio do Itamaraty

A saída ocorre em meio a sucessivas denúncias de violações do cessar-fogo por parte de Israel, firmado em outubro após pressão internacional

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

15/12/2025 • 15:27 • Atualizado em 15/12/2025 • 15:27

Bastidores de Brasília
Faixa de Gaza

Faixa de Gaza

Dawoud Abu Alkas/Reuters

Parentes de brasileiros e de palestino-brasileiros começaram a deixar a Faixa de Gaza com apoio diplomático do Ministério das Relações Exteriores. A saída ocorre em meio a sucessivas denúncias de violações do cessar-fogo por parte de Israel, firmado em outubro após pressão internacional.

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Embora o acordo tenha sido formalmente aceito pelo governo israelense, a Faixa de Gaza segue sendo considerada uma área de alto risco. Segundo dados de organismos internacionais, o Exército de Israel violou o cessar-fogo ao menos 738 vezes entre 10 de outubro e 12 de dezembro. As infrações teriam incluído bombardeios aéreos (358 registros), além de ações com artilharia e disparos diretos, inclusive contra civis (205 ocorrências).

Diante da insegurança persistente, famílias brasileiras têm buscado retirar parentes da região. De acordo com fontes diplomáticas, nove palestinos devem chegar ao Brasil nos próximos dois dias, com apoio do Itamaraty. O grupo é composto por seis mulheres e três meninas, que custearam as passagens com recursos próprios.

A operação de retirada contou com apoio logístico da ONU, responsável por garantir a segurança do deslocamento até a saída da zona de conflito. O grupo atravessou a fronteira em direção à Cisjordânia no início da tarde desta segunda-feira (15), no horário de Brasília.

Segundo o Ministério da Saúde palestino, quase 400 pessoas morreram em decorrência das violações do cessar-fogo no período, e mais de mil ficaram feridas.

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