
Netanyahu enfrenta pressão internacional para aceitar cessar-fogo dos EUA
Reuters
Partidos de direita, centro e esquerda israelenses concordaram em dar uma “rede de segurança” ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, caso ele seja abandonado pelos partidos de extrema-direita ao aceitar o plano do presidente Donald Trump para libertar 48 reféns em Gaza e instaurar um cessar-fogo permanente à guerra de dois anos.
A extrema-direita não quer o fim da guerra enquanto o Hamas sobreviver, e é contra devolver Gaza a quem for administrá-la, provavelmente o ex-premiê britânico Tony “da Arábia” Blair com um grupo de palestinos tecnocratas sem filiação ao Hamas e à Autoridade Palestina.
O “bloco da mudança” não só criou a “rede de segurança”, como também, ao mesmo tempo, já previu o fim dela no inverno (verão, no Brasil) para derrubá-lo, instalando em seu lugar um governo de “reparação e cura” até as eleições em 2026. Participaram da reunião o líder da Oposição, Yair Lapid; o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett; o líder dos partidos União Nacional e Azul e Branco, Benny Gantz; e o presidente do partido Yisrael Beytenu (Israel Nosso Lar), Yair Golan.
“Os líderes partidários pediram a implementação do plano do presidente Trump para o retorno de todos os 48 reféns”, diz o comunicado da reunião, “e enfatizaram a proposta de criar uma rede de segurança” (para manter no cargo o primeiro-ministro Netanyahu, caso ele se torne minoritário no Parlamento). O partido Yesh Atid (Há um Futuro), de Yair Lapid, reiterou a proteção ao governo “contra seus extremistas e irresponsáveis parceiros”, numa referência aos ministros Itamar Ben Gvir (Segurança Nacional) e Bezalel Smotrich (Finanças).
O “bloco da mudança” decidiu criar um grupo profissional para definir “as linhas principais do próximo governo”, incluindo uma Constituição Nacional que consagre o recrutamento militar universal” (de que hoje os religiosos são isentos) “e “preserveo caráter do Estado de Israel como um estado judeu, democrático e sionista”.
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