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Pastor acusado de estelionato religioso publicou vídeo orando por fiéis “com a carteira vazia”

No vídeo, Henrique Santini afirma que “Deus manda dizer que isso é espiritual” e que o “inimigo está trazendo escassez e miséria” na vida dos fiéis

Da redação
DA REDAÇÃO

27/09/2025 • 18:01 • Atualizado em 27/09/2025 • 18:01

Pastor Henrique Santini

Pastor Henrique Santini

Reprodução/redes sociais

Um pastor famoso nas redes sociais, seguido por milhões e conhecido por se apresentar como profeta, foi alvo de uma operação nesta sexta-feira (26), acusado de comandar um esquema de estelionato religioso que teria movimentado ao menos R$ 3 milhões em dois anos. Em vídeos publicados online, ele aparece orando por fiéis e afirmando, em uma de suas “profecias”, que os seguidores estavam com a “carteira vazia”.

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No vídeo, Henrique Santini afirma que “Deus manda dizer que isso é espiritual” e que o “inimigo está trazendo escassez e miséria” na vida dos fiéis. No fim do conteúdo, ele pede para que os seguidores compartilhem o vídeo e encaminhem para sete pessoas.

Operação policial

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro realizaram, nesta sexta-feira (26) a Operação Blasfêmia, contra um esquema de estelionato religioso que movimentou pelo menos 3 milhões de reais em dois anos.

De acordo com as investigações, o grupo usava escritórios de telemarketing para oferecer falsas promessas de cura e milagres. O valor variava Entre 20 e 1,5 mil reais, pagos via PIX como supostas doações espirituais.

O principal alvo é Luiz Henrique dos Santos Ferreira, mais conhecido como Pastor Henrique SantinI. Segundo a polícia, ele resistiu a abrir a porta, mas acabou abordado dentro de casa.

Com quase 9 milhões de seguidores nas redes sociais, Santini divulgava mensagens religiosas e números de contato. Mas, nas conversas, os fiéis não falavam com ele - e sim com atendentes de telemarketing, que reproduziam áudios gravados por ele.

Ao todo, 23 pessoas foram denunciadas e agora respondem por estelionato, charlatanismo, curandeirismo, associação criminosa, falsa identidade, crime contra a economia popular, corrupção de menores e lavagem de dinheiro.

As penas podem chegar a 29 anos de prisão. Pelo menos sete adolescentes teriam sido aliciados para trabalhar no esquema. O pastor que prometia milagres agora terá agora que prestar contas à justiça.

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