O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão em disputa por expansão territorial e domínio do chamado "narcogarimpo" na fronteira do Brasil com a Colômbia. O garimpo ilegal de ouro na região alimenta uma cadeia criminosa que tem atraído a atenção das principais facções do país. Imagens aéreas mostram o avanço devastador da extração clandestina no meio da floresta.
A atuação desses grupos na Amazônia Legal, que faz fronteira com os três maiores produtores de cocaína da América do Sul (Bolívia, Colômbia e Peru), tem crescido. Um estudo recente revela que a presença das facções na região aumentou 32% em apenas um ano. A área é estrategicamente importante para o tráfico de drogas.
As facções utilizam o ouro extraído ilegalmente como principal moeda de troca para o tráfico de armas e entorpecentes. A disputa pelo domínio territorial entre o PCC e o Comando Vermelho tem gerado conflitos violentos. O número de homicídios nessas áreas aumentou em mais de 250% em quatro décadas, um índice que representa mais do que o triplo da média nacional.
Forças de Segurança realizam operação conjunta
Em resposta ao avanço do crime organizado, forças de segurança do Brasil e da Colômbia realizam ações conjuntas para combater a atividade criminosa. As operações visam não apenas frear o garimpo ilegal, mas também deter a atuação do PCC e do Comando Vermelho no Norte do país.
Com o auxílio de tecnologia e imagens aéreas, a polícia mapeia as áreas de atuação dos criminosos e identifica os maquinários utilizados pelos "narcogarimpeiros". Em uma das ações mais recentes, comandada pela Polícia Federal no Amapá, as autoridades avançaram na mata e localizaram um dos acampamentos usados pelo grupo. Os garimpeiros fugiram, deixando para trás roupas e equipamentos.
Dez escavadeiras hidráulicas e outros equipamentos usados na exploração ilegal do ouro foram localizados e destruídos durante a operação no Amapá. Segundo as autoridades, o prejuízo causado aos criminosos nesta ação ultrapassa os R$ 10 milhões.
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