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Pelo menos 40 pessoas morreram durante operação de captura de Maduro

Ditador venezuelano e a primeira-dama Cilia Flores são detidos por forças dos EUA e levados para Nova York

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

03/01/2026 • 20:37 • Atualizado em 03/01/2026 • 20:45

Venezuelanos protestam

Venezuelanos protestam

Reuters

Ao menos 40 pessoas morreram durante uma operação militar dos Estados Unidos para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro neste sábado (3). O balanço de vítimas, que inclui civis e soldados, foi divulgado pelo jornal The New York Times, com base em informações de um alto funcionário venezuelano sob anonimato.

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Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, desembarcaram na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York. O ditador saiu da aeronave algemado e escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais. Ele vestia uma roupa cinza clara.

A ofensiva militar

Para neutralizar as defesas aéreas da Venezuela, as forças americanas enviaram mais de 150 aeronaves. A ação permitiu que helicópteros militares transportassem as tropas responsáveis pelo ataque à posição de Maduro.

Segundo declarações do presidente Donald Trump, os agentes capturaram Nicolás Maduro e sua esposa em Caracas. Após a detenção, um helicóptero das Forças Armadas dos EUA levou o casal até o Iwo Jima, um navio de guerra da Marinha americana posicionado no Mar do Caribe desde o fim do ano passado.

A embarcação utilizada possui alta capacidade para projetar poder aéreo e terrestre, operando com helicópteros, aviões e fuzileiros a bordo. O Boeing 757-200 do Departamento de Justiça dos EUA decolou da Baía de Guantánamo, em Cuba, com destino ao território americano, provocando o fechamento do espaço aéreo na região caribenha.

Acusações e julgamento

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou também neste sábado que Maduro enfrentará a Justiça em um tribunal de Nova York. Tanto o ditador quanto a primeira-dama permanecem sob custódia das autoridades americanas.

Bondi detalhou as acusações formais contra o casal, que incluem crimes graves:

Conspiração para narcoterrorismo;

Conspiração para tráfico de cocaína;

Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;

Conspiração para posse de metralhadoras.