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Em telefonema, Petro e Lula falam sobre soberania da Venezuela

os dois líderes manifestaram "grande preocupação" com o ataque dos Estados Unidos à Venezuela perpetrado no sábado (3), onde o ditador do país, Nicolás Maduro, foi capturado e levado para Nova York

Da Redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

08/01/2026 • 18:58 • Atualizado em 08/01/2026 • 19:03

Lula

Lula

REUTERS/Jorge Silva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu a ligação do presidente da Colômbia, Gustavo Petro, na tarde desta quinta-feira (8). De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), os dois líderes manifestaram "grande preocupação" com o ataque dos Estados Unidos à Venezuela perpetrado no sábado, 3, onde o ditador do país, Nicolás Maduro, foi capturado e levado para Nova York.

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Segundo a nota, Lula e Petro consideraram que o ataque americano foi uma violação ao direito internacional, aos preceitos da Organização das Nações Unidas (ONU) e à soberania do povo venezuelano. Eles também consideraram que a ação militar se torna um empecilho para a paz e a segurança da América do Sul.

"Os dois mandatários manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela. E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional", afirmou a Secom, em nota.

Os dois presidentes concordaram que a crise deve ser contornada através de meios pacíficos, a partir de negociações que promovam o "respeito à vontade do povo venezuelano". Eles também destacaram positivamente a decisão da Assembleia Nacional da Venezuela que decidiu libertar presos políticos nativos do país e estrangeiros. "Brasil e Colômbia reafirmaram sua intenção de seguir cooperando em prol da paz e da estabilidade na Venezuela, país com o qual compartilham extensas fronteiras", disse a nota.

Lula informou a Petro que o governo brasileiro atendeu a um pedido da Venezuela e encaminhou 40 toneladas de insumos e medicamentos necessários para tratamento de diálise, após um centro de abastecimento ser danificado durante o ataque americano. Os dois também lembraram das migrações de refugiados que, segundo a nota da Secom, corresponde a "importantes contingentes" nos dois países.

Entenda a ofensiva dos EUA contra a Venezuela

Os Estados Unidos realizaram na madrugada de 3 de janeiro uma operação militar contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores. A ação provocou bombardeios em pontos estratégicos do país, um apagão em Caracas e levou o governo venezuelano a declarar estado de emergência, acusando Washington de violação de soberania

Horas depois, o presidente americano Donald Trump confirmou o ataque e afirmou que Maduro foi detido por forças dos EUA. Em declarações posteriores, Trump confirmou que o líder venezuelano foi levado para Nova York, nos Estados Unidos, para ser julgado por acusações de terrorismo e tráfico de drogas.