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PF diz a Moraes que ruído em cela de Bolsonaro é de difícil solução

Corporação afirma que reduzir barulho do ar-condicionado exigiria obras complexas e paralisação do sistema no prédio

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

07/01/2026 • 19:48 • Atualizado em 07/01/2026 • 19:54

Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro

Ton Molina/STF

A Polícia Federal (PF) informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não há viabilidade técnica para eliminar ou reduzir de forma significativa o ruído do sistema de climatização na Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está custodiado, em Brasília.

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O posicionamento da corporação ocorreu por meio de um ofício enviado ao STF nesta quarta-feira (7). No documento, a PF detalha as limitações estruturais que impedem o atendimento imediato da reclamação feita pela defesa do ex-presidente, que relatou incômodo com o barulho constante no local de detenção.

Origem do ruído e limitações técnicas

De acordo com a Polícia Federal, a sala ocupada por Bolsonaro está localizada em uma área estratégica da Superintendência Regional no Distrito Federal, porém adjacente a setores técnicos do edifício. Essa proximidade com as máquinas de climatização é a causa direta do som relatado.

A corporação esclarece que o problema não pode ser resolvido com intervenções superficiais. Segundo o texto enviado ao ministro, "não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples ou pontuais", descartando reparos rápidos no isolamento acústico ou no maquinário.

Para que houvesse uma mudança real na percepção sonora do ambiente, seriam necessárias "ações complexas de infraestrutura". A PF ressalta que tais obras demandariam a paralisação total do sistema de climatização por um período prolongado, o que afetaria a estrutura operacional da sede.

Impacto nos trabalhos da Superintendência

A interrupção do sistema de ar-condicionado para realizar as reformas necessárias traria consequências para o funcionamento do órgão. A PF argumenta que o desligamento causaria "prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários" da unidade, justificando a manutenção da configuração atual.

Além do impacto na rotina administrativa e policial, a corporação avalia que o custo operacional e logístico de uma obra desse porte, visando apenas a redução do ruído em uma sala específica, não é viável diante das necessidades da instituição no momento.

Segurança impede transferência de local

Diante da impossibilidade de conserto imediato, a defesa buscou alternativas, mas a Polícia Federal também descartou a transferência de Jair Bolsonaro para outro espaço dentro ou fora das dependências atuais. A justificativa central é a segurança do custodiado e da própria instituição.

O ofício destaca que "não há, no momento, alternativa física que atenda às exigências de segurança institucional" para a instalação de uma Sala de Estado-Maior em outro ponto. A manutenção do ex-presidente no local atual, portanto, é tratada como a única opção que cumpre os protocolos de proteção exigidos para o cargo que ele ocupou.

O documento agora integra o processo sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que deve analisar as explicações da autoridade policial para decidir sobre os próximos passos da custódia.