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PF apreende cerca de R$ 400 mil na casa de Sóstenes Cavalcante; veja fotos

Deputado federal foi alvo de operação que tem o objetivo de aprofundar as investigações de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares

Túlio Amâncio
TÚLIO AMÂNCIO

19/12/2025 • 08:29 • Atualizado em 19/12/2025 • 08:29

Bastidores de Brasília

A Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 400 mil na casa do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), alvo de busca e apreensão durante a operação Galho Fraco, deflagrada nesta sexta-feira (19).

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Segundo a Polícia Federal, a ação desta sexta-feira tem o objetivo de aprofundar as investigações de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.

Veja imagens:

Posteriormente, Sóstenes justificou que a quantia em dinheiro em espécie era oriunda da venda de um imóvel em Minas Gerais. Ele não quis dar detalhes da localização da propriedade, mas disse que tudo está declarado no imposto de renda e que segue à disposição das autoridades.

Em coletiva à imprensa, Sóstenes disse que recebeu o valor recentemente e que não depositou a quantia em um banco em razão da “correria de trabalho” e que isso foi um “lapso”.

A operação

Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele se defendeu dizendo ser vítima de “perseguição implacável” após ser alvo de mandado de busca e apreensão durante a operação Galho Fraco, deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira (19).

“Hoje, novamente aniversário da minha filha e estão fazendo, novamente, essa busca e apreensão covarde alegando que eu teria desviado recursos da cota parlamentar para empresa de fachada com aluguel de carros, sendo que é a mesma empresa que eu alugo carros desde o início do meu primeiro mandato”, disse Jordy.

No vídeo publicado em sua conta nas redes sociais, o parlamentar, declarou que não irá se intimidar e que não baixará sua cabeça “para essa covardia”.

“Isso vai ser mais um instrumento de ânimo para enfrentar essa tirania, essa ditadura do judiciário que persegue seus adversários utilizando o aparato da justiça, o aparato público, o aparato estatal. Nós vamos vencer essa batalha ano que vem. Não vou jamais deixar com que isso aqui possa me intimidar, me coagir, me fazer baixar a cabeça. Vou enfrentar de cabeça em pé tudo isso e vamos vencer essa batalha ano que vem”, finalizou.

A reportagem do Grupo Bandeirantes apurou que os deputados teriam usado as cotas parlamentares para pagar empresas de fachada, como, por exemplo, locadoras de veículos.

Na operação Galho Fraco, os agentes federais cumprem sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Conforme as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública.

A ação é um desdobramento de operação deflagrada em dezembro de 2024 e apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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