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PF deflagra operação contra desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro na Bahia

Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca nos municípios de Poções, Encruzilhada, Barreiras e Vitória da Conquista; prejuízo estimado é de R$ 12 milhões

Da redação
DA REDAÇÃO

23/10/2025 • 07:52 • Atualizado em 23/10/2025 • 07:52

Polícia Federal

Polícia Federal

Divulgação/Polícia Federal

A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal deflagraram, nesta quinta-feira (22), a operação Intercessor, visando desarticular uma organização criminosa responsável pelo desvio e lavagem de recursos públicos federais repassados à prefeitura de Poções, na Bahia, entre os anos de 2021 e 2023.

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Estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nos municípios baianos de Poções, Encruzilhada, Barreiras e Vitória da Conquista.

As investigações apontam irregularidades graves em contratos de terceirização de mão de obra financiados com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), incluindo ausência de estudos técnicos, pesquisa de preços inadequada, majoração indevida de valores contratuais e prestação fictícia de serviços. O prejuízo estimado ao erário ultrapassa R$ 12 milhões.

Segundo a PF, a investigação revelou a existência de uma estrutura criminosa organizada, com atuação em diversos municípios baianos, que utilizava empresas de fachada, familiares como intermediários financeiros, movimentações bancárias atípicas e ocultação patrimonial para viabilizar os desvios e a lavagem de dinheiro.

Os crimes apurados incluem organização criminosa, peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e crimes contra a legislação trabalhista.

“O desvio de recursos públicos, independente da área a que se destina, é extremamente prejudicial à sociedade, em particular à população mais vulnerável, que necessita da correta aplicação desses valores para ter acesso a serviços públicos de qualidade”, destacou a CGU em nota.