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PF faz operação contra lavagem de dinheiro e prende MC Ryan e Poze do Rodo

Criminosos movimentaram R$ 1,6 bilhão no Brasil e exterior. Polícia cumpre mais de 80 mandados

Da redação
DA REDAÇÃO

15/04/2026 • 07:57 • Atualizado em 15/04/2026 • 07:57

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), uma operação contra lavagem de dinheiro e transações ilícitas para desarticular uma quadrilha que teria movimentado ilegalmente mais de R$ 1,6 bilhão. MC Ryan SP, influencer Chrys Dias e o MC Poze do Rodo, foram presos na operação Narco Fluxo.

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Segundo a PF, o grupo operava tanto no Brasil quanto no exterior por meio de depósitos fracionados, transporte de dinheiro em espécie e o uso estratégico de criptoativos.

A prisão de MC Ryan ocorreu durante uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista. MC Poze foi detido no Rio de Janeiro. Em nota, a defensa do MC Ryan SP informou que não teve acesso às informações da operação e que está “impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre o fatos”. Já a defesa de MC Poze não se manifestou até a última atualização desta reportagem.

Mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás; e no Distrito Federal. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos, no litoral paulista.

Segundo a PF, a organização utilizava um sistema sofisticado para a dissimulação de valores. O dinheiro era pulverizado em diversas camadas financeiras para dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle. O uso de criptoativos era uma das principais apostas do grupo para a evasão de divisas e a manutenção de fluxos internacionais.

A Justiça determinou o sequestro de bens de luxo, veículos e o bloqueio de contas bancárias e participações societárias dos investigados. Foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos.

Os materiais passarão por perícia para subsidiar o aprofundamento das apurações. Os envolvidos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

MC Ryan no centro de esquema

O influencer e funkeiro MC Ryan estaria no centro do esquema criminoso que movimentou R$ 1,6 bilhão. Para a Justiça, a popularidade do artista e o alcance nas redes sociais funcionavam como uma espécie de “blindagem”, permitindo a circulação de valores elevados, como se fossem fruto do sucesso no entretenimento.

"Ressalta-se, contudo, a absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras. Todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável.

A defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada", diz a defesa do MC.

MC Poze e MC Ryan possuem um longa lista de problemas com a Justiça. MC Poze tem sido investigado por diversas apologias ao crime e ligação com a facção criminosa Comando Vermelho. Já MC Ryan foi preso também em maio de 2025, após se envolver numa confusão em Piracicaba, interior de São Paulo, onde realizou um show no Estádio Barão de Serra Negra.

Criador da ‘Choquei’ entre os presos

O criador da página "Choquei", identificado como Raphael Sousa Oliveira, é um dos presos da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (15). Oliveira é suspeito de atuar como o operador de mídia da organização criminosa.

Segundo a PF, a organização utilizava um sistema sofisticado para a dissimulação de valores. O dinheiro, oriundo de atividades ilícitas, era pulverizado em diversas camadas financeiras para dificultar o rastreamento pelos órgãos de controle.