
OAB Nacional
Reprodução/OAB Acre
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26), a operação Rábula, com o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Alagoas, que foram cumpridos em Maceió e São Paulo.
A investigação apura a atuação de uma associação criminosa em um esquema voltado à realização fraudulenta de provas do Exame de Ordem Unificado da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), mediante o uso de documentos de identificação falsificados.
As apurações tiveram início em outubro de 2025, após a prisão em flagrante de um fraudador na prova prático-profissional (2ª fase) do 44º Exame de Ordem Unificado da OAB, passando-se por um candidato regularmente inscrito.
Segundo a PF, a informação inicial partiu do Nucleo de gestão da informação e segurança institucional-NGI.SI/MPAL Ministério Público em Alagoas.
O aprofundamento da investigação revelou uma possível estrutura de intermediação de interessados na aprovação no Exame da OAB, com ajuste financeiro e com garantia de êxito, bem como a participação de um falsário responsável pela contratação dos documentos de identificação utilizados no esquema.
Há indícios de atuação do grupo também nas provas do 42º e do 43º Exames de Ordem Unificados da OAB. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos smartphones e mídias que serão analisados no curso da investigação.
A operação da PF contou com apoio do Conselho Federal da OAB, por meio da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado (CONEOR) e da Comissão Nacional de Exame de Ordem (CNEOR).
“O CFOAB reafirma que a lisura, a credibilidade e a segurança do Exame de Ordem são pressupostos inegociáveis para a advocacia brasileira e destaca que mantém permanente cooperação com os órgãos de investigação e fiscalização competentes para prevenir, identificar e coibir qualquer tentativa de fraude”, afirmou a instituição em nota.
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