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PF faz operação para prender grupo que vendia ataques a sites do governo

Entre os ataques já atribuídos aos usuários das plataformas estão ofensivas contra órgãos estratégicos brasileiros, como a própria Polícia Federal

Da redação
DA REDAÇÃO

03/12/2025 • 08:33 • Atualizado em 03/12/2025 • 08:33

Polícia Federal

Polícia Federal

Reprodução/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (3), a operação Power OFFcom, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada na oferta de serviços ilegais de ataques de negação de serviço distribuídos (DDoS – Distributed Denial of Service) sob demanda, conhecidos como booters e stressers.

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Entre os ataques já atribuídos aos usuários dessas plataformas estão ofensivas contra órgãos estratégicos brasileiros, como a Polícia Federal (2020), SERPRO, DATAPREV e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro (2018).

As investigações contaram com cooperação policial internacional do FBI. Foi identificado que essas plataformas permitem que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, contrate ataques DDoS mediante pagamento. Os serviços são hospedados em servidores de nuvem distribuídos em diversos países e utilizados por agentes em escala mundial.

Foram expedidos quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, a serem cumpridos nas cidades de São Paulo/SP, São Caetano do Sul/SP, Rio de Janeiro/RJ e Tubarão/SC.

Segundo a Polícia Federal, os alvos são administradores das plataformas ilegais e usuários que contrataram os serviços para realizar ataques contra sistemas de alta relevância.

Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa e interrupção ou perturbação de serviço telemático ou de informação de utilidade pública, previstos na legislação penal brasileira.

“A Operação Power OFF é uma ação conjunta que envolve polícias, agências de aplicação da lei e entidades acadêmicas, reforçando o compromisso da Polícia Federal no combate a crimes cibernéticos que afetam a segurança e a disponibilidade de serviços essenciais”, afirmou a PF.