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PF faz operação sobre ataques a credibilidade do BC; Thiago Miranda é alvo

Segundo a corporação, estão sendo cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília

RENAN MELO XAVIER

09/07/2026 • 16:24 • Atualizado em 09/07/2026 • 21:35

Bastidores de Brasília

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9), a décima fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de apurar indícios de ação coordenada em redes sociais voltada, em tese, a comprometer a credibilidade e a atuação do Banco Central.

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A reportagem da Band apurou que entre os alvos da ação está o publicitário Thiago Miranda, dono da Miranda Comunicação (Agência Mithi), acusado de ter ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo a corporação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Foram apreendidos celulares, computadores e documentos na casa do publicitário.

As investigações apuram, ainda, a atuação de possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas destinadas a interferir em investigações criminais.

Os documentos da PF apontam que o publicitário Thiago Miranda seria uma espécie de "faz-tudo" de Daniel Vorcaro, montando dossiês com repasse de informações e sondagens sobre desafetos do dono do Master.

“A Polícia Federal representa pelo deferimento de medida de busca e apreensão, pessoal e domiciliar, em desfavor de Thiago Miranda Silva, a fim de colher elementos de convicção para apurar eventuais delitos que teriam sido praticados em coautoria com Daniel Bueno Vorcaro e outros integrantes de organização criminosa, com o objetivo de proteger o núcleo dirigente da organização criminosa; manipular a opinião pública; e coagir, intimidar e violar dados sigilosos de jornalistas, concorrentes da comunicação e pessoas ligadas ao Presidente do Banco Central”, escreveu o ministro André Mendonça na petição que autorizou a nova fase da operação Compliance Zero.

Os fatos investigados podem, em tese, configurar crimes contra o sistema financeiro nacional, organização criminosa, embaraço à investigação de organização criminosa, além de outros delitos correlatos, incluindo possíveis violações de dados e de dispositivos informáticos.

A defesa do publicitário disse que Miranda não cometeu nenhum ato criminoso.

“Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros”, alegou a defesa em nota.

Veja a defesa de Thiago Miranda na íntegra:

Acerca dos fatos amplamente divulgados no dia de hoje, a defesa de Thiago Miranda vem a público refutar, de forma categórica, a prática de qualquer ilegalidade por seu constituinte.

Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.

A defesa esclarece que a existência de investigação em curso não autoriza qualquer juízo antecipado de culpa, devendo ser rigorosamente preservadas as garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e, sobretudo, da presunção de inocência. Thiago Miranda está inteiramente à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos necessários, colaborar com a apuração dos fatos e demonstrar, no foro próprio, a absoluta regularidade de sua conduta.

Por fim, informa que a defesa acompanhará atentamente todos os atos do procedimento e adotará as medidas jurídicas cabíveis para assegurar que os fatos sejam apurados com equilíbrio, técnica e respeito às garantias legais, afastando-se conclusões precipitadas ou interpretações incompatíveis com a realidade.

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