
STJ
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira (31), o ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Márcio José Toledo Pinto. Ele é apontado como um dos envolvidos em um suposto esquema de venda de decisões judiciais que tramitavam na Corte.
A prisão marca uma nova fase das investigações que apuram a comercialização de sentenças no Poder Judiciário.
A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A detenção ocorreu logo após os agentes da Polícia Federal cumprirem mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-servidor, onde foram coletados materiais que podem robustecer as provas sobre o funcionamento do grupo criminoso.
A PF identificou que ele estava realizando ações para obstruir as investigações, por isso deflagrou essa nova ação. Os investigadores identificaram que Márcio Toledo estava perseguindo e filmando um dos delegados da PF responsável pelo caso. Ele se justificou a interlocutores dizendo que o investigador estava usando um dos seus veículos apreendidos na operação e, por isso, teria realizado essas ações para denunciá-lo.
Em relatório enviado ao STF no mês passado, a PF indiciou Márcio Toledo Pinto por crimes como violação de sigilo funcional e corrupção passiva e concluiu que ele modificou e vazou informações de decisões de ministras do STJ a pedido de um lobista em troca de pagamentos. Ele já havia sido alvo de buscas na primeira fase da Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024.
As quebras de sigilo bancário identificaram que o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves pagou ao menos R$ 4 milhões a Márcio por meio de uma empresa aberta em nome de sua esposa.
Com informações do Estadão Conteúdo
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