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PF usa tecnologia para acessar celulares apreendidos no caso Master

Além do dono do Banco Master, foram periciados celulares de ex-sócios, e do investidor Nelson Tanure, apreendidos durante as duas fases da Operação Compliance Zero

Da redação
DA REDAÇÃO

04/02/2026 • 09:49 • Atualizado em 04/02/2026 • 09:49

Banco Master

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Resumo

A Polícia Federal analisa dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, usando tecnologia avançada de programas israelenses e americanos para quebra de senha, em ação coordenada pelo perito Luiz Felipe Nassif, chefe do Serviço de Perícias em Informática da PF.

Vorcaro não forneceu a senha, mas a PF já extraiu informações em sala restrita; celulares de ex-sócios e do investidor Nelson Tanure também foram periciados durante a Operação Compliance Zero, podendo impactar investigações no Supremo Tribunal Federal.

O procedimento utiliza isolamento do dispositivo em gaiola de Faraday para bloquear comunicações, seguido de conexão a equipamentos Cellebrite e Graykey, capazes de romper senhas e acessar sistemas iOS e Android, permitindo restauração de conversas, imagens, vídeos e histórico relevantes para as investigações.

A Polícia Federal (PF) analisa os dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, usando tecnologia avançada de programas israelenses e americanos para quebra de senha. A extração dos celulares foi coordenada pelo perito Luiz Felipe Nassif, chefe do Serviço de Perícias em Informática da PF.

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Vorcaro recusou-se a fornecer a senha, mas a PF já extraiu informações em uma sala restrita. Além do dono do Banco Master, foram periciados celulares de ex-sócios, e do investidor Nelson Tanure, apreendidos durante as duas fases da Operação Compliance Zero. O caso pode influenciar investigações no Supremo Tribunal Federal.

Tecnologia usada

O primeiro passo é o isolamento total do dispositivo em uma gaiola de Faraday, que bloqueia qualquer comunicação com redes móveis, Wi-Fi ou Bluetooth, impedindo comandos remotos de apagamento ou bloqueio.

Depois os aparelhos costumam ser conectados por cabos a equipamentos dos programas Cellebrite (israelense) e Graykey (americano), que têm capacidade para romper senhas e barreiras para acessar os sistemas iOS (iPhone) e Android (Google).

O sistema operacional Cellebrite é de Israel e está sendo utilizado para restaurar conversas de WhatsApp, imagens, vídeos, localização e histórico de pesquisa. O software é conhecido pelas forças armadas e policiais do mundo todo, sendo comumente usado para recuperar informações cruciais para investigações.

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