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PL Antifacção é 'vitória parcial' para o governo, diz cientista político

A análise é de Rodrigo Prando, que comentou o resultado da votação e o cenário político em torno do tema da segurança pública

Da redação
DA REDAÇÃO

18/11/2025 • 23:11 • Atualizado em 18/11/2025 • 23:11

A aprovação do texto-base do Projeto de Lei Antifacção na Câmara dos Deputados representa uma "vitória parcial" para o governo, que conseguiu evitar pontos mais sensíveis e afastar pautas polêmicas da agenda política. A análise é do cientista político Rodrigo Prando, que comentou o resultado da votação e o cenário político em torno do tema da segurança pública.

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Segundo Prando, o governo não saiu "tão mal quanto se esperava", especialmente considerando a relatoria de um deputado da oposição, Guilherme Derrite. O especialista destacou que dois pontos importantes foram retirados do projeto final. O principal deles era a equiparação de organizações criminosas a facções terroristas, medida que, segundo ele, traria dois grandes problemas para o país: o risco de ataques em território nacional, afetando a soberania, e o aumento do "risco Brasil", que poderia impactar negativamente os investimentos estrangeiros.

"Era um ponto muito sensível para o governo, meu amigo", ressaltou o cientista político.

Outro ponto positivo para o governo, na avaliação de Prando, foi o deslocamento do foco político. Com a pauta da segurança em evidência, "parou-se de falar de anistia, parou-se de falar de perdão dos condenados do 8 de janeiro". Para ele, isso é favorável ao governo, uma vez que o ex-presidente Jair Bolsonaro, "condenado e em breve com decisão transitada em julgado", deixou de ser a pauta central do debate.

Apesar da vitória parcial, Rodrigo Prando alerta que o tema da segurança pública é "muito sensível" e representa um desafio contínuo para o governo. Ele citou pesquisas que indicam a alta preocupação da população com a questão e mencionou o forte apoio popular a operações policiais de endurecimento, como uma ocorrida no Rio de Janeiro, que obteve cerca de 87% de aprovação.

Para o futuro, Prando projeta que, além da segurança, a economia será um tema crucial. Ele acredita que o governo deve focar em pautas como a isenção do Imposto de Renda para buscar uma melhor avaliação. O especialista também aponta que, com a proximidade do ano eleitoral, a grande questão a ser definida no campo da direita é quem herdará o "espólio político-eleitoral" deixado por Bolsonaro.

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