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PM da Rota passa por traqueostomia e segue internado em estado grave na UTI

Segundo a Rota, o quadro de saúde de Ronickson Pimentel dos Santos permanece grave, porém estável, com parâmetros neurológicos favoráveis e boa resposta ao tratamento intensivo

Da redação
DA REDAÇÃO

10/07/2026 • 15:07 • Atualizado em 10/07/2026 • 17:22

Tenente Pimentel

Tenente Pimentel

Divulgação

O policial militar das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo. Segundo boletim médico mais recente, divulgado nesta quinta-feira (9), ele foi submetido a uma traqueostomia.

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Segundo a Rota, o procedimento foi previamente planejado pela equipe médica e ocorreu sem intercorrências.

“O quadro permanece grave, porém estável, com parâmetros neurológicos favoráveis e boa resposta ao tratamento intensivo. A equipe médica segue avaliando a redução gradual da sedação, após o controle do vasoespasmo cerebral. Seguimos unidos em oração e confiantes na recuperação do Tenente PM Pimentel”, informou a Rota em comunicado.

Ronickson Pimentel foi baleado no último dia 27 de junho e, desde então, permanece internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo.

O policial é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves em outubro de 2008. O caso, que ganhou repercussão nacional, ficou conhecido como o sequestro mais longo da história de São Paulo, após Eloá ser mantida refém em seu próprio apartamento por cerca de uma semana.

Polícia oferece R$ 50 mil por suspeito

A Polícia Civil de São Paulo intensificou a busca por Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias e identificado como o principal suspeito de disparar contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos.

O governo do estado oferece agora uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à captura do atirador. O oficial foi baleado na cabeça numa emboscada coordenada no último dia 27, em São Caetano do Sul (Grande SP), e permanece internado em estado grave, embora estável, sob vigilância neurológica.

A investigação, conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), revelou que o crime foi minuciosamente planejado. Com o auxílio das câmeras inteligentes dos sistemas Smart Sanca e Smart Sampa, a polícia identificou que o ataque contou com o suporte logístico de pelo menos quatro veículos.

Participaram do ataque um Logan branco, que transportou o atirador, além de um Astra e um Palio que davam cobertura à motocicleta usada na ação. A moto utilizada havia sido roubada em maio e estava com placa clonada. Dois homens, de 40 e 52 anos, já foram presos suspeitos de monitorar o oficial e prestar apoio aos executores.