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PM prende esposa e enteado de suspeito de atirar contra o tenente Pimentel

Mulher é suspeita de auxiliar fuga do atirador; enteado teria monitorado a rotina do policial antes do ataque em São Caetano do Sul

ESTADÃO CONTEÚDO

24/07/2026 • 18:28 • Atualizado em 24/07/2026 • 18:28

Tenente Pimentel

Tenente Pimentel

Reprodução/Band

A Polícia Militar de São Paulo prendeu na quinta-feira (23) a esposa e o enteado de Hércules da Costa Siqueira, o "Golias", apontado como responsável por atirar contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Pimentel, em São Caetano do Sul, no dia 27 de junho.

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Os dois foram localizados por uma equipe da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) na Vila Princesa Isabel, Zona Leste da capital, após uma denúncia que indicava a localização da mulher. As defesas não foram localizadas.

Segundo as investigações, a mulher teria auxiliado a fuga de "Golias" logo após o atentado. O criminoso permanece foragido, tem prisão temporária decretada pela Justiça e integra a lista de Difusão Vermelha da Interpol.

No mesmo local, os policiais prenderam o enteado de "Golias". Ele é suspeito de monitorar a rotina do tenente Pimentel nos dias que antecederam o ataque.

Durante a ação, dois aparelhos celulares foram apreendidos e serão submetidos à perícia. De acordo com a PM, a "expectativa é de que a análise do material contribua para o avanço das investigações e para a localização do principal investigado".

Quem é Ronickson Pimentel?

Ronickson é irmão mais velho de Eloá, que foi morta aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008, no caso que ficou conhecido como o sequestro mais longo da história de São Paulo.

Ele ingressou na Polícia Militar em 2009 como soldado, após servir como fuzileiro naval na Marinha entre 2006 e 2009. Desde 2019, ele integra a Rota, tropa de elite da PM. Hoje, ele é primeiro-tenente e, além da atuação operacional, ajuda na formação de novos policiais militares como instrutor de tiro e de procedimentos operacionais.

O crime

O militar foi baleado no dia 27 de junho, quando estava parado em um semáforo em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o momento em que ele é surpreendido pelos criminosos, que se aproximam, em outra motocicleta, e efetuam os disparos.

Dois suspeitos de participação no crime foram presos, um morreu em uma troca de tiros com a Rota e outro foi identificado.