Um policial militar de folga, de 27 anos, que foi detido após atirar e matar uma vítima de uma tentativa de assalto após confundi-la com um assaltante na Zona Oeste de São Paulo foi solto, neste domingo (29), após o pagamento de fiança. O PM à paisana, cuja identidade não foi divulgada, foi liberado pela Justiça.
O crime ocorreu na tarde de sábado (28), no Butantã, quando um casal que estava em um moto foi abordado por dois criminosos, a mulher gritou pedindo ajuda, quando o PM presenciou a cena deciciu intervir.
Segundo informações iniciais da polícia, teve um tiroteio entre o PM e os criminosos. No entanto, a mulher do empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, contestou a versão e disse que não houve tiroteiro.
De acordo com ela, seu marido estava ajudando o criminoso a levantar a moto quando foi atingido por um policial militar à paisana, que teria confundido a vítima com um dos assaltantes.
Não teve confronto de tiro. Os dois assaltantes vieram, apresentaram a arma, era uma 38, aquela prata de tambor. Eu saí correndo para trás, como estava o trânsito parado. Eu tirei o capacete e vi que meu marido estava voltando, então até aí não teve tiro nenhum, só que aí o assaltante não conseguiu levantar a moto, porque nós caímos na moto…Nisso, eu ouvi uma pessoa vindo de trás e atirando. Aí eu olhei para ele e falei para ele, o que você fez? É o meu marido. Ele não é o assaltante
O empresário morreu no local. Um dos criminosos conseguiu fugir. O outro foi baleado por dois tiros no tórax e foi socorrido em estado grave ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
O casal voltava de São Roque, no interior de São Paulo, e estava indo para casa em uma moto quando foi abordado por dois criminosos.
Um dos assaltantes conseguiu fugir. O outro foi baleado por dois tiros no tórax e foi socorrido em estado grave ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
As armas do PM e do criminoso foram apreendidas. O caso foi registrado como resistência, morte decorrente de intervenção policial, homicídio culposo e tentativa de roubo e também é apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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