Resumo
Homem de 27 anos foi preso em Hortolândia, São Paulo, após polícia descobrir fábrica clandestina de bebidas alcoólicas, com denúncia anônima levando à operação policial.
Vistoria no local revelou grandes quantidades de garrafas, tampinhas, rótulos e galões contendo substâncias semelhantes a álcool, além de maquinários para envase.
Perícia foi realizada no imóvel, e o suspeito foi autuado por crimes contra saúde pública e relações de consumo, permanecendo detido à disposição da Justiça.
Um homem de 27 anos foi preso em flagrante nesta sexta-feira (10) após a Polícia Civil desmantelar uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas em Hortolândia, no interior de São Paulo. A ação ocorreu na Rua Elizete Cardoso, no Jardim São Bento, e contou com o apoio da Polícia Militar, acionada após uma denúncia anônima sobre a produção irregular no local.
Durante a vistoria, os agentes encontraram 1.258 garrafas cheias de bebidas de diferentes marcas, além de 8.800 garrafas vazias, 5 mil tampinhas, 36 rolos de rótulos, 200 lacres com selo de importação, 16 galões de 5 litros com essência, 44 galões de 50 litros vazios, 32 galões de 50 litros cheios com uma substância semelhante a álcool e um galão de 100 litros lacrado com o mesmo líquido.
Também foram apreendidos maquinários usados no envase e fechamento das garrafas, além de um celular pertencente ao suspeito.
O imóvel foi periciado pelo Instituto de Criminalística, que recolheu amostras para análise da composição e autenticidade dos produtos.
O homem foi autuado em flagrante pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, além de crime contra as relações de consumo. Ele permanece preso à disposição da Justiça.
São Bernardo do Campo
Nesta sexta (10), outra operação levou ao fechamento de uma fábrica clandestina bebidas alcoólicas em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, suspeita de ser a origem das garrafas adulteradas com metanol que causaram a morte de ao menos cinco pessoas no estado.
Governo mantém gabinete de crise
A prisão ocorre em meio às ações do gabinete de crise criado pelo Governo de São Paulo em 30 de setembro para combater a contaminação por metanol em bebidas alcoólicas.
A força-tarefa reúne as secretarias de Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça, além das pastas de Desenvolvimento Econômico e Comunicação, com apoio das vigilâncias sanitárias municipais.
Entre as medidas em andamento estão a interdição cautelar de estabelecimentos suspeitos, o recolhimento de bebidas para perícia e a intensificação das ações de fiscalização em todo o Estado.
Quer que eu deixe a versão com tom mais policial (para caderno de cidade) ou mais institucional (para nota oficial ou site governamental)?

