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Operação resgata dezenas de cobras e ovos comercializados ilegalmente

Interior de SP: investigação contra envio de animais pelos Correios resulta em prisão de homem de 39 anos e apreensão de serpentário clandestino

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

15/01/2026 • 12:03 • Atualizado em 15/01/2026 • 12:12

Correios

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Reprodução/Jornal da Band

Um homem de 39 anos foi preso pela Polícia Civil e pela Polícia Militar Ambiental após o resgate de 41 cobras e 264 ovos da mesma espécie que seriam comercializados ilegalmente em Assis, no interior de São Paulo. A ação, denominada Operação Corn Snake, ocorreu na última quarta-feira (14) para o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão.

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Esquema utilizava envio pelos Correios

As investigações que culminaram na prisão começaram após denúncias sobre o envio de animais silvestres através dos serviços postais. Durante a apuração, os agentes localizaram duas serpentes escondidas em encomendas que haviam partido de Assis com destino a Florianópolis, em Santa Catarina.

Segundo as informações da polícia, o suspeito utilizava dados falsos no momento da postagem para tentar ocultar sua identidade. No entanto, o trabalho de inteligência permitiu identificar não apenas o responsável, mas também o endereço utilizado para manter, preparar e despachar os animais de forma irregular.

Resgate de ovos em incubadoras

No local alvo da operação, os policiais encontraram um cenário de reprodução clandestina. Entre as serpentes apreendidas, 36 eram adultas e cinco eram filhotes. O que mais chamou a atenção das autoridades foi a quantidade de ovos: 264 unidades estavam em incubadoras, prontas para eclodir.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), todos os animais resgatados foram encaminhados ao Serpentário de Botucatu (SP). Na instituição, os répteis e os ovos receberão os cuidados biológicos necessários após o período de cativeiro ilegal.

Encaminhamento à Polícia Judiciária

O responsável pelo local foi levado à Central de Polícia Judiciária de Assis, onde o caso foi registrado oficialmente. Ele deve responder pelo comércio ilegal e pela manutenção irregular dos animais silvestres.

A Operação Corn Snake — nome que faz referência a uma espécie popular no mercado ilegal — busca agora identificar se há outros envolvidos no esquema de distribuição interestadual de répteis a partir do interior paulista.