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Polícia de SP suspeita de envolvimento do PCC na morte de policial militar

Corpo de Fabrício Gomes da Silva foi encontrado com sinais de tortura em Embu-Guaçu; quatro suspeitos já foram presos e outros dois são procurados

Da redação, com Estadão Conteúdo
DA REDAÇÃO, COM ESTADÃO CONTEÚDO

12/01/2026 • 14:33 • Atualizado em 12/01/2026 • 14:42

PM desaparece às vésperas do casamento e carro é achado em chamas em SP

PM desaparece às vésperas do casamento e carro é achado em chamas em SP

Reprodução/Brasil Urgente

A Polícia Civil de São Paulo investiga a participação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no assassinato do policial militar Fabrício Gomes da Silva. O corpo do agente foi localizado na manhã de domingo (11), em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. Fabrício estava desaparecido desde a última quarta-feira (7), quando foi visto pela última vez na zona sul da capital.

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De acordo com laudos preliminares, a vítima apresentava traumatismo cranioencefálico e sinais de tortura. O carro do policial havia sido encontrado carbonizado em Itapecerica da Serra um dia após o seu desaparecimento. O enterro do militar ocorre na tarde desta segunda-feira (12), em cerimônia restrita aos familiares.

Ordem de execução e motivação

As investigações apontam que três líderes da facção criminosa teriam ordenado a execução do policial. Segundo os investigadores, a motivação do crime foi o fato de a vítima ser um agente de segurança pública e estar em uma área dominada pelo tráfico de drogas. "O policial teria sido condendo à morte pelo simples fato de ser policial e de estar 'no lugar errado, na hora errada'", afirmou o delegado Vitor Santos de Jesus.

O caso teve início após uma discussão entre Fabrício e um homem identificado como Dioclécio Moraes em um bar. Conforme o relato policial, o desentendimento ocorreu após o militar repreender Moraes pelo uso de entorpecentes no local. Após a discussão, o suspeito teria buscado o auxílio de criminosos locais para arquitetar a retaliação.

Prisões e suspeitos foragidos

Até o momento, quatro pessoas foram presas temporariamente por suspeita de envolvimento no crime. Além de Dioclécio Moraes, apontado como o instigador, a polícia deteve Isaque Duarte da Silva, suspeito de conduzir o policial até o local do "julgamento sumário". Gleison Dias também foi preso, suspeito de transportar o combustível utilizado para queimar o veículo da vítima, além de André Colombo, caseiro do sítio onde o corpo foi localizado.

Apesar das prisões, os dois homens apontados como os executores diretos e responsáveis pelo roubo da arma do policial ainda não foram localizados. A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou, em nota, que as investigações prosseguem para identificar e responsabilizar todos os envolvidos.

Vítima tinha casamento marcado

Fabrício Gomes da Silva estava de férias da corporação e visitava o pai e o filho na região da Estrada do M'Boi Mirim no momento em que desapareceu. O agente estava com o casamento civil marcado para apenas dois dias após a data em que foi morto.

A localização do corpo foi possível graças a uma denúncia anônima, que levou policiais e cães farejadores até a propriedade rural. A confirmação da identidade do militar foi feita por meio de exames de impressão digital no Instituto Médico Legal (IML). Agora, a Polícia Civil trabalha no cruzamento de evidências periciais com os depoimentos dos detidos para fechar a dinâmica do crime.