
Polícia Civil
Foto: PCPR
O policial civil João Ezequiel Pereira, de 52 anos, morreu no último domingo (28) após ser baleado na cabeça durante uma discussão com seu vizinho. O caso aconteceu na cidade de Santa Tereza do Oeste, na região de Cascavel, no oeste do Paraná.
De acordo com o delegado Fabiano Moza, o vizinho admitiu que abriu fogo contra João Ezequiel e foi preso na sequência. Ele não teve a identidade informada e, por isso, não foi possível localizar sua defesa.
À polícia, o vizinho informou que João Ezequiel teria ido à sua casa para buscar a esposa, que participava de uma confraternização. Segundo o suspeito, o interfone estava quebrado, sendo necessário bater no portão para chamar os proprietários.
O vizinho relatou que a briga começou porque o policial civil teria "chutado o portão da casa" quando chegou ao local, afirmou Moza.
"A discussão inicial foi porque o interfone estaria quebrado e estava escrito: 'Interfone quebrado, bata no portão'. O proprietário do imóvel disse que ele [o policial João Ezequiel Pereira] teria dado chutes no portão", disse o delegado à imprensa.
Ainda de acordo com as investigações, o proprietário do imóvel teria efetuado pelo menos três disparos. Dois deles acertaram a cabeça do policial, sendo um no crânio e outro no rosto. O terceiro tiro atingiu a região dorsal da vítima, afirmou Moza.
O vizinho alegou que João Ezequiel Pereira estaria armado e que agiu em legítima defesa. A versão, contudo, foi refutada pela polícia.
Foi lavrado o flagrante de delito por homicídio do proprietário do imóvel, tendo em vista que, pela quantidade de disparos efetuados contra a vítima, não condiz com legítima defesa. --delegado Fabiano Moza
Moza disse que o policial civil não chegou a abrir fogo contra o vizinho. "Em tese, a vítima não efetuou nenhum disparo", explicou. As investigações devem prosseguir. As câmeras de monitoramento da casa do suspeito flagraram a cena e serão analisadas.
Em nota, a Polícia Civil do Paraná lamentou a morte do policial João Ezequiel Pereira, que ingressou na corporação em 2010 e estava lotado na Delegacia de Polícia de Santa Tereza do Oeste. "A PCPR expressa suas condolências e todo o apoio aos familiares e amigos neste momento de dor", disse em nota.
Com Estadão Conteúdo
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