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Segurança em Brasília é reforçada para julgamento, e inclui casas de Lula e Bolsonaro; entenda

A operação de segurança começou neste domingo (31) e será reforçada até o começo do julgamento, nesta terça-feira (2)

TÚLIO AMÂNCIO

01/09/2025 • 19:34 • Atualizado em 01/09/2025 • 19:34

O esquema de segurança montado no Supremo Tribunal Federal para o julgamento de ex-presidente Jair Bolsonaro também inclui o Palácio da Alvorada, a residência oficial do presidente Lula, e também no condomínio onde mora Bolsonaro.

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As autoridades também monitoram manifestações de apoio ao ex-presidente, como a que aconteceu na noite deste domingo (31).

Esquema de segurança

Um forte esquema de segurança está sendo montado na praça dos Três Poderes para as duas semanas do julgamento que pode condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. A operação de segurança começou neste domingo (31) e será reforçada até o começo do julgamento, nesta terça-feira (2).

Há grades por todos os lados: em frente ao Palácio do Planato, no Congresso e no Supremo Tribunal Federal. Por protocolo, o número de policiais militares não foi divulgado.

O Supremo conta com mais de 400 câmeras para monitorar qualquer ameaça ao público. Drones com tecnologia térmica para identificar objetos suspeitos, mesmo sem a iluminação adequada, também foram “escalados”.

O STF também reforçou a segurança digital. Dezenas de tentativas de ataques hackers ao site foram interceptadas nos últimos dias. O Tribunal diz que está protegido para novas tentativas de invasão durante o julgamento.

A área no anexo do Congresso, próxima ao Supremo, onde trailers vendem comida a servidores, foi fechada até a próxima semana. A Praça dos Três poderes também foi cercada para que o acesso seja controlado.

Manifestações estão proibidas

Aglomerações, manifestações e quaisquer tipos de acampamento estão proibidos. Cerca de 30 agentes da polícia judicial estão acampados lá dentro do Supremo, em regime de plantão permanente, há duas semanas.

No último fim de semana, uma pessoa foi detida perto do Supremo depois de um alarme falso de explosivos. A lista de precauções inclui varreduras no prédio do STF e também na casa dos ministros da Primeira Turma.

Julgamento

Nesta terça-feira (2), dá-se início ao julgamento que pode condenar Bolsonaro e mais sete aliados pela suposta trama golpista que tentou reverter o resultado das eleições de 2022. Naquele segundo turno, o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a disputa contra o candidato à reeleição.

A sessão será aberta às 9h pelo presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Cristiano Zanin. Em seguida, o magistrado chamará o processo para julgamento e dará a palavra a Alexandre de Moraes, relator da ação penal.

A ação penal se refere ao chamado “Núcleo Crucial” ou “Núcleo 1” da trama e será julgada pela Primeira Turma, responsável pela análise do caso porque o ministro Moraes, relator do processo, pertence a esse colegiado.