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Por que Donald Trump decidiu dar apoio à economia da Argentina

Presidente dos Estados Unidos anunciou auxílio em meio a crise no país latino-americano

Da redação
DA REDAÇÃO

26/09/2025 • 16:18 • Atualizado em 26/09/2025 • 16:18

Donald Trump prometeu ajuda a Javier Milei

Donald Trump prometeu ajuda a Javier Milei

REUTERS/Al Drago

Donald Trump se encontrou com o presidente da Argentina, Javier Milei, durante a Assembleia Geral da ONU. No encontro, o líder dos Estados Unidos prometeu dar apoio financeiro ao país latino-americano e ainda disse que apoia uma reeleição de Milei. A ação do norte-americano vem logo após a Argentina ter sido tomada por uma crise política e econômica.

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Denúncias de corrupção

Os atuais problemas da gestão Milei começaram em agosto, quando se iniciaram investigações a respeito de um possível escândalo de corrupção que envolvia compra de remédios. Um áudio vazado, atribuído a um ex-membro do governo, Diego Spagnuolo, acusou Karina Milei, irmã do presidente e secretária-geral da Presidência, de cobrar propina de indústrias farmacêuticas e motivou uma investigação da Justiça argentina.

No áudio, Spagnuolo, que chefiava a Agência Nacional para a Deficiência (Andis), acusa a irmã de Milei e Eduardo "Lule" Menem, o subsecretário de gestão institucional, de cobrar até 8% do faturamento de empresas farmacêuticas para obter contratos com o governo. O esquema renderia cerca de US$ 800 mil (R$ 4,3 milhões) mensais.

As revelações pressionaram Milei e complicou ainda mais sua situação no congresso argentino. Além disso, o presidente também viu seus índices de aprovação piorarem.

Derrota nas eleições

Em meio à polêmica, Milei sofreu uma dura derrota na província de Buenos Aires. A oposição peronista venceu as eleições legislativas locais com folga – muito maior do que a prevista por pesquisas.

O presidente da Argentina reconheceu o revés, mas disse que não mudaria a rota econômica que previu para o país.

"Continuaremos defendendo ferozmente o equilíbrio fiscal”, ressaltou.

Tensões econômicas

Os resultados eleitorais combinados ao escândalo deixaram agentes econômicos em pânico. Começou a crescer a percepção de que Milei poderia sofrer mais uma derrota nas eleições legislativas gerais da Argentina, marcadas para o dia 26 de outubro, o que complicaria ainda mais a aprovação de medidas fiscais do presidente.

O dólar começou a passar por uma forte valorização e o peso caiu 12,67% frente à moeda norte-americana em setembro. A situação chegou a tal nível que o Banco Central Argentina precisou intervir em mais de uma ocasião no mercado de câmbio, chegando a injetar US$ 678 milhões em um único dia.

Milei tentou minimizar a crise e a atribui a questões políticas. Ele também destacou que buscaria um empréstimo do Tesouro dos EUA.

Ajuda de Trump

Neste cenário, Trump decidiu dar um auxílio a Milei – o líder dos EUA já demonstrou algumas vezes que admira o colega. Entretanto, a reunião entre os dois não produziu um auxílio concreto, apesar do Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, tem falado sobre várias possibilidades que estariam sobre a mesa.

Ele afirmou ainda que o país negocia cerca de US$ 20 bilhões de crédito com a Argentina. O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) também anunciaram que darão uma assistência financeira no valor de US$ 7,9 bilhões ao país.

Os sinais provocaram efeitos no mercado argentino. Os ativos se recuperaram e o índice de ações locais chegou a subir 6% na quarta-feira (24).