
Assembleia Geral da ONU
REUTERS/Eduardo Munoz/File Photo
Nesta segunda-feira (22) se inicia a Assembleia Geral da ONU, uma reunião anual onde líderes de todo o mundo se reúnem na sede da organização, em Nova York, para realizar debates sobre o futuro do planeta. O Brasil, como acontece todos os anos, será o responsável por abrir os trabalhos, ou seja, o presidente Lula será o primeiro a discursar. Mas, afinal, de onde vem essa tradição do país falar antes de todos os outros?
As Nações Unidas foram fundadas em 1945 e então contavam com 54 países. Esse número cresceu ao longo dos anos e hoje engloba 193 nações.
Uma das principais justificativas que circula para a prioridade de fala do Brasil é que nas primeiras reuniões da ONU, os países hesitavam e não queriam ser os primeiros a falar. Como o Brasil se voluntariava, ele acabou ganhando favoritismo e foi oficializado como responsável pela abertura dos trabalhos em 1955.
As exceções ocorreram em 1983 e 1984, quando o presidente dos EUA falou primeiro – o país costuma ser sempre o segundo a se pronunciar.
Existe ainda uma segunda explicação para essa preferência pelo Brasil: o célebre diplomata brasileiro Oswaldo Aranha.
Aranha foi presidente da primeira sessão especial da Assembleia, que ocorreu durante a segunda Assembleia, em 1947. Lá, foram dados os primeiros passos para a instauração do estado de Israel.
Organização
Cada nação tem direito a 15 minutos de fala. Além do Brasil e dos EUA, que já possuem ordens definidas, o lugar dos outros países da fila é determinado por outros fatores, como o tamanho da representação do orador e pedidos das delegações.
Tensões com o Brasil
O Brasil chega à Assembleia Geral da ONU em um momento tenso entre o país e os Estados Unidos. Atualmente, a nação comandada por Donald Trump impôs um tarifaço de 50% a todos os produtos brasileiros, com a justificativa de que haveria uma “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo STF por tentativa de Golpe de Estado.
Além disso, os EUA atrasaram a emissão de vistos para diversas autoridades que farão parte da comitiva para a ONU.
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