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Por que Toffoli não divulga documentos do Master?

Eduardo Oinegue comenta sobre a falta de divulgação dos documentos envolvendo o Banco Master

Por Redação
REDAÇÃO

14/01/2026 • 22:46 • Atualizado em 14/01/2026 • 22:46

Eduardo Oinegue

Por que o ministro Dias Toffoli não quer que você saiba o que aconteceu no Banco Master? Por que tanto interesse em manter em reserva as informações sobre um banco que já quebrou e que abrigava pouco mais de meio por cento dos ativos do sistema financeiro nacional?

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Hoje teve mais uma fase de operação da Polícia Federal sobre os escombros do Banco Master, aquelas operações espalhafatosas como são as operações da Polícia Federal, mas a documentação e tudo que se aprendeu vai ser lacrado e encaminhado ao Supremo por ordem direta de Toffoli. Por que ninguém pode saber de nada, só o Toffoli? Você sabe que no Supremo ninguém faz nada por acaso, todo mundo ali estudado, os ministros sempre acham a alínea alfa, do parágrafo beta, do artigo gama para amparar essa ou aquela decisão.

Nesse caso, parece que tem um deputado que fechou um negócio imobiliário qualquer com o Master e deputado tem direito a ser julgado no Supremo, então o Toffoli puxou o processo para o Supremo, no caso puxou para ele. A história do sistema financeiro registra vários bancos que quebraram: Banco Nacional, patrocinava o campeão Ayrton Senna; Banco Econômico, já foi uma potência no Nordeste; Bamerindus... tantos outros, todos maiores do que o Master quando quebraram. E nunca se viu tamanha movimentação como no caso do banco de Daniel Vorcaro.

Tá cheirando enxofre. Ministro do TCU, tribunal que jamais se preocupou com quebra de banco, se mexendo para entender por que o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central, parece que ficou preocupadíssimo. E a gente volta ao Supremo. E também não se envolvia o Supremo com liquidação bancária. Verdade que não surgiu até hoje na análise da papelada desses bancos, pelo menos não ficou público, nenhum contrato de 129 milhões de reais celebrado com o escritório da mulher de algum ministro do Supremo. Ministro que depois passou pelo constrangimento de ter que explicar o que conversou com o presidente do Banco Central na vigência do contrato, já nos estertores do banco.

Não há também registro de que, no fim da vida desses bancos, algum de seus advogados tenha dividido o jatinho com o magistrado da nossa mais alta corte. Mas até aí não foram esses os motivos para o sigilo, não. Foi o tal do deputado baiano. Mas aí é engraçado: quando o Banco Econômico quebrou em 1995, apareceu uma pasta que ficou conhecida como Pasta Rosa. Ela continha a lista de doações do banco para campanha de políticos. Eram dúzias de políticos, alguns com direito a julgamento no Supremo, como o nosso único deputado baiano agora.

E como o Supremo agiu naquele caso? Puxou a investigação da Pasta Rosa e deixou o resto com a justiça federal. O que não aconteceu agora. Então mudaram os ministros do Supremo, mudou o nome do banco, mudaram as regras. Por quê?

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